Telhados exigem manutenção preventiva

Na hora de construir uma casa, a definição do telhado consome uma parte importante das atenções e discussões do projeto. Porém, depois que a obra termina, muita gente esquece de que essa parte da residência precisa de cuidados e manutenções periódicas. Se isso não for feito, é nesta época do ano — a das chuvas — que os inconvenientes começam a aparecer.

“O ideal é fazer uma vistoria semestral”, indica Juliano Préci de Oliveira, responsável por uma empresa especializada em manutenções preventivas e corretivas. Já para as calhas e rufos, vale investir numa limpeza mensal — principalmente se houver árvores próximas, aconselha.

Segundo Oliveira, essa periodicidade muda de um imóvel para outro, pois cada telhado tem suas características específicas, como estilo, tipo de telha utilizado, altura e formato. Por isso, quase sempre só um profissional especializado é capaz de identificar o que pode estar causando uma infiltração ou goteira, por exemplo.

“Um profissional vai avaliar as necessidades do local, levando em conta o telhado em si e os arredores”, diz o técnico. Isso porque, dificilmente as telhas dão sinais visíveis, aos olhos de leigos, de que já não estão com 100% de sua eficiência. “Em alguns casos, quando o telhado é exposto, não tem laje ou forro, é possível enxergar pontos de claridade por baixo. Mas na maioria das vezes as telhas não dão sinais aparentes [de que precisam ser trocadas].”

Além das falhas estruturais ou de danos no material que podem afetar as telhas em si, há também outras questões que atrapalham o bom “funcionamento” de um telhado. E as calhas são a parte campeã nesse quesito. Não é raro, de acordo com Oliveira, que as folhas das árvores entupam esse encanamento. Até mesmo pombos e ratos podem causas problemas .”Eles podem morrer dentro de calhas e encanamentos pluviais causando entupimento.”

O recomendado é uma vistoria semestral para telhados e para calhas, uma inspeção mensal - DIVULGAÇÃO

O recomendado é uma vistoria semestral para telhados e para calhas, uma inspeção mensal – DIVULGAÇÃO

Telhas de barro 

O mercado oferece, atualmente, uma grande variedade de telhas para cobertura dos imóveis. Dentre as mais recentes novidades, que já caíram no gosto daqueles que decidem construir, estão as versões em fibrocimento e metálicas. Oliveira cita que esta última é mais cara, porém mais resistente. Entre as metálicas há ainda opção das telhas sanduíche — duas partes metálicas preenchidas no meio por uma placa de isopor ou poliuretano. Dessa forma, o material ganha isolamento acústico e térmico.

Apesar das novidades, as tradicionais telhas de barro ainda são as mais utilizadas. E essa versão, alerta o técnico, pede uma atenção especial à manutenção. “Telhas de barro devem ser trocadas porque trincam com o tempo, devido às vibrações causadas pelo vento e, às vezes, até por estarem em ruas muito movimentadas, com tráfego intenso de veículos pesados.” Entretanto, segundo ele, é impossível determinar de quanto em quanto tempo a troca de algumas telhas ou do telhado por completo deve acontecer. “Isso varia de local para local.”

Amianto passa a ser proibido para telhas 

Desde o dia 29 de novembro, o uso do amianto do tipo crisotila, material usado na fabricação de telhas e caixas de água, está proibido no País. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após uma decisão da mesma Corte que declarou a inconstitucionalidade de um artigo da Lei Federal 9.055/1995, que permitiu o uso controlado do material.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e outras entidades que defendem o banimento do amianto, apesar dos benefícios da substância para a economia nacional — geração de empregos, exportação, barateamento de materiais de construção –, estudos comprovam que a substância é cancerígena e causa danos ao meio ambiente.

A medida do STF proíbe a extração, a industrialização e a comercialização do produto em todo o Brasil. Durante o julgamento não foi discutido como a decisão será cumprida pelas mineradoras, apesar do pedido feito por um dos advogados do caso, que pediu a concessão de prazo para a suspensão da comercialização.

Infiltrações e goteiras de chuvas são principais problemas, que se persistirem por muito tempo podem até comprometer a estrutura do imóvel - LUIZ SETTI / ARQUIVO JCS (30/10/2013)Infiltrações e goteiras de chuvas são principais problemas, que se persistirem por muito tempo podem até comprometer a estrutura do imóvel – LUIZ SETTI / ARQUIVO JCS (30/10/2013)

Em agosto, ao começar a julgar o caso, cinco ministros do STF votaram pela derrubada da lei nacional, porém, seriam necessários seis votos para que a norma fosse considerada inconstitucional. Dessa forma, o resultado do julgamento provocou um vácuo jurídico e o uso do amianto ficaria proibido nos Estados onde a substância já foi vetada, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mas permitido onde não há lei específica sobre o caso, como em Goiás, por exemplo, onde está localizada uma das principais minas de amianto, em Minaçu.

As ações julgadas pela Corte foram propostas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) há dez anos ao Supremo e pediam a manutenção do uso do material. (Da Redação e Agência Brasil)

 

Fonte: Jornal Cruzeiro

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