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The Board Trader Show – Evento consolidado

Segunda edição da The Board Trader Show prova que o mercado dos esportes de prancha continua crescendo.

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Esse é, sem dúvida, o maior encontro do surfe no Brasil. Mesmo diante de um cenário economicamente complexo, para não dizer triste, a The Board Trader Show reuniu mais de uma centena de marcas dispostas a mostrar a um público específico suas ideias, projetos e produtos. Mais uma vez foi um sucesso.

Sim, as fábricas de pranchas, protagonistas principais dessa feira, não estão produzindo com sua total capacidade por conta da pindaíba em que se encontra o país. Lógico que todo mercado periférico vai de carona nessa marola mexida.

Mas o que vale constatar é que, quem foi à TBTS ou acompanha o Waves, pode ver que grandes fornecedores como a Maxepoxi, Texiglass e Teccel continuam investindo nesse mercado e desenvolvendo novos produtos. Paralelamente, também pudemos ver concorrentes de qualidade surgindo e competindo por uma fatia do bolo que acreditam que crescerá cada vez mais.

O tal bolo cresce mesmo, acredite. Não mais por conta de algum tipo de moda que se vende fora d’água, pelo contrário, seu fermento agora é o verdadeiro consumidor final do surfe, em seu mais puro sentido. Pude constatar isso na positiva diversidade de ideias e produtos que vi na TBTS 2017.

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Pranchas para todos os gostos e tipos de surfe. Foto: Levy Paiva.

As pranchas, por exemplo. Havia uma infinidade de modelos, tipos de construção e acabamento para todos os gostos, inclusive os mais específicos. EPS e fibras de carbono e/ou compostas fazem parte do cardápio.

As pranchas tipo retrô mostraram-se uma tendência exposta por boa parte das marcas presentes na feira, com destaque para as biquilhas fish. Isso mostra que o consumidor de surfe atual enxerga outras possibilidades dentro do esporte, outro tipo de prancha para outro tipo de diversão. Isso é ótimo.

A diversidade de categorias. Além de pranchas de alta performance para todos os níveis de surfistas e surfe, vale destacar os longboards, clássicos, híbridos, performance, minis contando com uma oferta de quilhas que eu nunca vi antes.

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Guga Arruda com uma foilboard: um novo horizonte para o mercado. Foto: Levy Paiva.

O SUP não estava tão em evidência como em 2016, mas parece ter encontrado seu ponto de equilíbrio no mercado. Por outro lado, os foils me parecem um grande upgrade para o SUP, assim como foram para o kite.

Na verdade até pranchas normais, onde você rema deitado para depois ficar de pé, já contam com foils. Essas asas estão criando um novo horizonte para o esporte e seu mercado.

Equipamentos e acessórios. Quem diria que coletes de flutuação criados no Brasil se tornariam produto de exportação e com ótima saída no mercado interno? Pois é, a NOB, para citar um exemplo contundente, é prova de que nossos equipamentos são tão bons quanto, e muitas vezes melhores, do que o dos gringos.

Mas, além deles havia um incrível leque de roupas de borracha, leashes, antiderrapantes, capas de pranchas (térmicas), algumas das melhores parafinas do mundo, kits de conserto, óculos específicos para esportes, racks. Tenho que escrever outro post sobre os destaques que não couberam no The Best in Show!

O público. Se a pessoa que estava lá, não foram poucas, ainda não pratica um esporte de prancha, estava a fim de começar ou estava realmente forma interessada no assunto.

A curiosidade e afinidade com todo aquele ambiente e seus personagens é algo que não existia há décadas. Isso deixou claro que hoje há um público realmente conectado com os esportes de pranchas e não apenas em refletir sua imagem. Foi muito legal ver o respeito e admiração de fãs de todas as idades diante de alguns de seus ídolos presentes na TBTS.

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Fila para pegar um autógrafo de Adriano de Souza: feira aproxima o público dos ídolos. Foto: Tom Dib.

Filas para pegar um autógrafo do Adriano de Souza, Lucas Chumbinho ou Diego Silva, só para citar alguns destaques me fizeram sentir orgulho do surfe tupiniquim. O shapers puderam dar seu show, no Harley-Davidson apresenta Shapers Show e Master of Shape diante do olhar atento de quem os reverencia ou queria conhecê-los ao vivo.

Para fechar. Você acha que essa turma, composta por shapers que atuam no Brasil e fora, assim como os renomados e internacionais Johnny Cabianca, Eric Arakawa e Tim Patterson se arriscaria num evento que não fosse realmente importante, num país realmente relevante para o nome deles?

Pois é, nosso mercado mostrou que merece e precisa de um evento como esse, no mínimo, uma vez por ano.

Fonte: Waves

Confira o “The Best in Show”, oferecida na The Board Trader Show 2016

Estabelecer tendências, apontar caminhos e, no mínimo, bater palmas a quem cria produtos diferenciados, essa é a ideia do prêmio The Best in Show.

A premiação “The Best in Show”, oferecida na The Board Trader Show 2016, é um incentivo à criatividade, empenho, visão e ousadia. Quer exemplos? A Power Light foi premiada pelo trabalho de construção único e a possibilidade de replicar pranchas com cada vez mais precisão. Prêmio “Prancha do Futuro” para eles que criaram pranchas que duram por muito mais tempo. Se bem que “O futuro é agora”, como declarou Guga Arruda ao receber seu prêmio.

Avelino Bastos, da Tropical Brasil, mostrou suas naves de longarinas feitas com diferentes materiais, assim como o glass, quilhas de design desenvolvido por ele e um equipamento inusitado instalado no fundo da prancha. A bolinha vermelha, na foto, pode fornecer informações sobre como a prancha se comporta a cada onda. Já pensou como isso pode ajudar surfistas e shapers? Foto: Divulgação.

Avelino Bastos, da Tropical Brasil, venceu o Prêmio de “Inovação do Ano” com o aparelho de telemetria, seguindo a necessidade de tecnologia em busca de dados para melhorar performance tanto das pranchas quanto dos atletas. O discreto aparelho estava embutido numa prancha com um tipo de construção interessante: longarina composta de materiais diferentes, glass em Epoxy com fibras diversas recobrindo um EPS nada comum. Ou seja, uma inovação acoplada à outra.

Segundo Neco Carbone, um dos grandes responsáveis pelos Mini Longs que se tornaram febre por todo nosso litoral. “Mini Long não é Funboard! Basicamente são longboards mais curtos, mas é uma prancha que te leva e se comporta muito como um long normal”, disse o shaper que recebeu o prêmio de Melhor Longboard dado a esses modelos “Mini” que estão diretamente ligados à uma legião de gente que passou a se divertir mais nas ondas.

Pranchas feitas com EPS/Epoxy e fibras de carbono, aplicadas em pontos estratégicos da laminação, invadiram o mercado mundial. Em 2016, a …Lost Surfboards, em parceria com a Surface (no Brasil), lançou aqui um modelo de construção desenvolvido por Matt Biollos lá fora. A “Carbon Wrap” foi eleita a “Prancha Performance” do The Best in Show 2016. Como explicou Tiago Elito o grande lance dessa construção da …Lost está em sua flexibilidade controlada e, conseqüentemente, a resposta que isso gera. Pranchas e efeitos comprovados. O que será que o mercado vai apresentar na The Board Trader Show 2017?

O The Best in Show 2016 também elegeu o leash da Modom, com dispositivo anti-tubarão, como Melhor Acessório, justamente numa época em que, infelizmente, os ataques de tubarão tornaram-se uma preocupação cada vez mais constante na cabeça de muita gente.

A New Advance, com o Sup Wave criado por Neco Carbone para o atleta Leco Salazar, o Rodrigo Matsuda e sua alaia reconstruída para facilitar quem quer ter a sensação da antiguidade com a facilidade de alguma flutuação, assim como David Weber, apresentando e ensinando como fazer pranchas de madeira, mostraram a diversidade que o universo do surfe oferece a partir do trabalho de desenvolvimento de produtos acessíveis a uma gama cada vez maior de surfistas.

Seus prêmios são um incentivo à eterna busca por produtos cada vez melhores e de acordo com a saúde do planeta.

Em 2017, a The Board Trader Show deve expor, mais uma vez, novidades, produtos de alta qualidade e ideias que nos ajudem na evolução dos esportes de pranchas.

Fonte: Waves