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Ford revela ‘baby’ Raptor baseada na Ranger

Ranger Raptor traz suspensões reforçadas e motor 2.0 a diesel biturbo para encarar qualquer terreno

gora, a família Raptor ficou maior. A Ford apresentou nesta quarta-feira (7), durante evento em Bangkok, na Talândia, a Ranger Raptor. A novidade vai fazer companhia para a F-150 Raptor como uma picape off-road feita para encarar qualquer terreno, porém em um pacote mais compacto.  A versão mais insana da nossa conhecida Ranger começa a ser produzida até o fim deste ano no país asiático e poderá ser comercializada em outros países, incluindo os Estados Unidos – por enquanto, nenhuma informação oficial a respeito do Brasil.

2019 ford ranger raptor

2019 ford ranger raptor

Enquanto a F-150 Raptor traz embaixo do capô um motor 3.5 V6 biturbo a gasolina, capaz de render 456 cv de potência e 70,5 kgf.m de torque, a Ranger Raptor será equipada com propulsor turbodiesel de quatro cilindros e dois litros de cilindrada, também sobrealimentado por dois turbos para entregar 213 cv e 510,1 kgf.m, com gerenciamento da mesma transmissão automática de dez marchas da irmã maior.

2019 ford ranger raptor

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A título de comparação, a Ranger vendida atualmente no Brasil e produzida na Argentina traz, na sua configuração mais parruda, motor 3.2 turbodiesel de cinco cilindros, que entrega 200 cv e 47,9 kgfm, com câmbio automático de seis velocidades.

2019 ford ranger raptor

2019 ford ranger raptor

Também traz, a exemplo da F-150 com o mesmo nome, suspensões reforçadas e de curso longo, com amortecedores de competição da Fox na dianteira e na traseira, maior vão livre em relação ao solo, ângulos de ataque e de saída mais agressivos, pneus todo-terreno de 17 polegadas, assoalho protegido com aço e seletor de de modo de condução para a tração em ideal em diferentes tipos de terreno – são ao todo seis opções, que incluem condução no asfalto e até modo esportivo, para maior performance.

2019 ford ranger raptor

2019 ford ranger raptor

Visualmente, a Ranger Raptor traz para-choques diferenciados, detalhes pretos, incluindo das rodas aro 17, estribo lateral, para-choques mais altos e parrudos e caixas de roda alargadas – os para-lamas dianteiros são de material compósito, combinando plástico com fibra de vidro, para maior leveza e resistência em condições severas de rodagem.

2019 ford ranger raptor

2019 ford ranger raptor

Por dentro, a picape traz acabamento predominantemente preto, pedais de alumínio e volante esportivo, com uma faixa vermelha no centro da parte superior, como em carros de competição.

Fonte: wm1

Ford estuda utilizar fibra de carbono no chassi de carros de passeio

Embora a produção de carros com componentes em fibra de carbono geralmente se limite aos modelos esportivos e mais caros, sua adoção em veículos de passeio implicaria em vantagens muito maiores tanto aos motoristas quanto às montadoras.

Caminhando neste sentido, uma parceria entre a Ford e a fornecedora de autopeças Magna parece estar desenvolvendo – e com sucesso – novos métodos de utilizar o material em modelos comuns e em grande escala.

Há alguns dias, as duas companhias apresentaram o primeiro resultado desses esforços: um agregado dianteiro feito em fibra de carbono moldada. Máquinas como o Lamborghini Aventador, por exemplo, utilizam o material em boa parte do seu chassi, mas até mesmo nestes casos o agregado que suporta o motor costuma ser fabricado em aço.

De suma importância para o bom funcionamento dos veículos, esta peça é quem distribui e suporta o peso do motor sobre o chassi. Sempre que, ao assistir o processo de fabricação de um carro, por exemplo, você notar o motor sendo pousado sobre uma estrutura metálica, há grandes chances de se tratar de um agregado ou ‘subframe’, como a peça conhecida internacionalmente.

Testes otimistas

Por mais que todo o trabalho ainda esteja em fase inicial, a Magna afirmou que o componente passou por todos os testes virtuais de engenharia, mas que unidades protótipo foram enviadas à Ford para que avaliações reais de corrosão, stress e resistência a impactos sejam feitas com veículos na pista.

Também de acordo com a Magna, a nova estrutura é muito mais resistente que as similares feitas com metais, isto porque além da própria natureza da fibra de carbono, o agregado desenvolvido pelas empresas conta com menos partes móveis em sua montagem: enquanto o modelo em testes conta com apenas duas peças de fibra e quatro de metal, agregados comuns podem ter até 45 peças de aço a depender do monobloco utilizado.

Mas se é tudo tão vantajoso para consumidores e fornecedores, por que a tecnologia nunca fora utilizada antes? A resposta é simples: preço. Utilizar um material experimental em peças que sofrem stress constante dentro de um veículo é uma tarefa arriscada e bastante cara, tanto a Ford quanto a Magna não podem permitir que existam erros – nem mesmo os menores – na produção dos agregados.

Caso tudo dê certo e a fibra de carbono passe a figurar no suporte do motor de veículos comuns, podemos esperar melhorias em performance, distribuição de peso, estabilidade e até mesmo no consumo de combustível – já que o componente moldado é até 87% mais leve que os similares feitos em aço.

De qualquer modo, não esperamos que esta venha a ser uma tecnologia acessível inicialmente: mesmo em carros de passeio, acreditamos que a proposta se limitará a grandes sedãs e modelos luxuosos da Ford. Por mais que haja esforços no trabalho com o material, a fibra de carbono ainda é bastante cara e difícil de manusear se comparada com os metais utilizados atualmente.

Fonte: Tecmundo