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Startup do Vale do Silício usa impressora 3D para fazer bicicleta de fibra de carbono

Após uma carreira que incluiu ajudar o Google a construir centrais de processamento de dados e a Amazon a entregar encomendas mais rápido aos clientes, Jim Miller está fazendo o que muitos executivos do Vale do Silício fazem depois de passarem por grandes empresas: andar de bicicleta.

Mas sua bicicleta é um pouco diferente. A Arevo, startup que conta com a empresa de investimentos da agência de espionagem dos Estados Unidos (CIA), da qual Miller assumiu o comando recentemente, tem produzido o que diz ser a primeira bicicleta de fibra de carbono do mundo que tem o quadro impresso em 3D.

A Arevo está usando a bicicleta para demonstrar sua tecnologia de impressão e software de design, que espera usar para produzir peças de bicicletas, aeronaves, veículos espaciais e outras aplicações em que os projetistas precisam de força e leveza da fibra de carbono, mas enfrentam o custo elevado de produção do material.

A Arevo levantou nesta quinta-feira (16) US$ 12,5 milhões em financiamento de risco de uma unidade das japonesas Asahi Glass e Sumitomo e da Leslie Ventures. Antes, a empresa tinha levantado US$ 7 milhões da Khosla Ventures, que também participou da rodada desta quinta-feira, e um valor não revelado da In-Q-Tel, empresa de investimentos apoiada pela CIA.

Bicicletas de fibra de carbono tradicionais são caras porque o material é produzido à mão por meio da adição intercalada de camadas de fibra e resina. O produto final então é colocado em um forno para derreter a resina e unir as camadas de fibra.

O processo quase não envolve participação humana, permitindo que a Arevo produzza quadros de bicicleta por US$ 300, mesmo no caro Vale do Silício.

“Estamos em linha com o que custa produzir um quadro na Ásia”, disse Miller. “Como o custo de trabalho é muito menor, podemos trazer de volta a produção dos compósitos.”

Miller afirmou que a Arevo está negociando com vários fabricantes de bicicletas, mas a companhia espera fornecer peças para a indústria aeroespacial. A tecnologia de impressão da Arevo pode ser montada em trilhos para a produção de peças maiores, o que evita a necessidade de grandes fornos para produzi-las pelo processo tradicional.

“Podemos imprimir o tamanho que quisermos, de fuselagem a asa de um avião”, disse Miller.

Fonte: G1

Vara de Pesca, Fibra de Vidro ou Fibra de Carbono? Qual Escolher?

Você Gosta de Pescar?

Não sabe como escolher a vara de pesca ideal?

Tem dúvidas sobre o material e diferenciais deles?

Confira esse vídeo!

 

Fonte: Vídeo Mania

O encontro de Will Smith com a robô Sophia, a inteligência artificial mais desenvolvida do mundo

Os significados da paquera em um mundo digital foram atualizados. O ator Will Smith foi a um “encontro” com a robô Sophia, um avançado sistema de inteligência artificial inspirado em Audrey Hepburn.

Mas parece que durante o encontro, Smith foi deixado totalmente na friendzonepor parte de Sophia, que não achou nada cativante as investidas do ator.

Em um vídeo publicado nas redes sociais na última quinta-feira (29), Smith tentou jogar o seu charme para atrair Sophia nas Ilhas Cayman.

Mas Sophia não pareceu impressionada com o status de celebridade de Smith ou com as suas piadas. Durante a conversa, Will Smith dispara:

“Sophia, você sabe qual é o gênero musical preferido dos robôs? Heavy Metal.”

E ela responde: “Na verdade, eu sou feita de silicone, plástico e fibras de carbono. Ainda, eu prefiro música eletrônica.”

No Twitter, Sophia escreveu uma mensagem especial para Jada Smith, esposa do ator.

“Eu resisti aos movimentos dele”, disse.

Desenvolvida pela Hanson Robotics, a robô Sophia está em constante desenvolvimento. Ela consegue gesticular mais de 60 expressões humanas, e é considerada o robô que tem a melhor interação com os seres humanos.

O seu rosto é feito de um material que imita a pele humana e a sua maior habilidade é a sua capacidade de conversar naturalmente com as pessoas.

Desde que foi lançada, Sophia surpreende a cada nova entrevista em que ela participa. Sua popularidade, inclusive, a levou a discursar durante um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento e sustentabilidade.

TY-E É A NOVA MOTO ELÉTRICA DA YAMAHA (E PESA SÓ 70 KG)

A Yamaha aproveitou o evento ’em casa’ para apresentar seu novo conceito de moto elétrica durante o Tokyo Motor Show de 2017, e agora joga luz novamente sobre o produto. A TY-E é uma trial elétrica que pesa apenas 70 kg e foi exibida como a futura representante da marca no Mundial de E-Trial FIM 2018, programado para julho.

Ela pode não andar pelas ruas, mas uma moto elétrica é um marco no desenvolvimento de novas tecnologias. No caso da TY-E, o novo conceito da Yamaha, ela é tecnológica e leve

A TY-E não tem previsão de comércio em varejo, mas representa um marco no desenvolvimento de novas tecnologias da gigante japonesa. A nova moto elétrica veio diretamente do programa “I&D” da empresa, no qual os funcionários do departamento têm a oportunidade de trabalhar fora dos âmbitos convencionais e dedicar até 5% das suas horas laborais ao desenvolvimento de novos ‘conceitos inovadores’. Portanto, o modelo foi, literalmente, pensado fora da caixa.

moto-eletrica-yamaha-ty-e-1Segundo a Yamaha, o foco do projeto foi criar um modelo trial para competição e trabalhar para superar os problemas típicos de desenvolvimento de VE (veículos elétricos), tais como conseguir uma elevada potência a partir de componentes pequenos e leves, e usufruir do elevado binário de saída de forma a criar uma máquina de condução fácil, reativa e controlável. Assim, o maior desafio na construção da TY-E foi conciliar baixo peso total e um motor com desempenho de ponta, que conseguisse ótima performance desde as baixas rotações até as altas faixas de giro.

TY-E Yamaha, o melhor desempenho e menor peso

Para atingir o peso ideal, foram empregadas baterias leves de íon lítio, que alimentam o motor elétrico (tipo síncrono AC). A embreagem é mecânica e todo o conjunto é envolvido por um chassi em fibra de carbono, além disso, aparentemente, a suspensão dianteira usa garfos telescópios tradicionais na dianteira e monoshock atrás. A moto tem 1,310 mm de distância entre eixos e 350 mm de distância mínima do solo. Mais detalhes técnicos ainda não foram divulgados pela Yamaha.

  • Um motor elétrico de alta potência compacto de alta rotação que atinge performances elevadas em todo-o-terreno, com um binário a baixa velocidade, potente e tem uma aceleração excelente
  • Tecnologia sofisticada de controlo do motor que atinge uma excelente resposta e uma sensação de potência, de velocidades extremamente baixas a velocidades elevadas
  • Uma embraiagem mecânica que garante potência e controlo instantâneos, e um motor elétrico e rotor otimizado que realiza uma performance de tração excelente
  • Uma nova bateria de elevada potência compacta concebida com componentes compactos e leves
  • Avançado quadro monocoque CFRP que é o mais leve possível, enquanto proporciona uma ótima rigidez e espaço de armazenamento da bateria
  • Carenagem extremamente estreita que não interfere com a ação dinâmica do condutor

Para uma moto elétrica japonesa… um piloto japonês

Desenvolvida no 'setor de conceitos inovadores', a TY-E foi concebida para representar a marca no mundial de E-Trial FIM. Quem pilotará é o japonês Kenichi Kuroyama

Desenvolvida no ‘setor de conceitos inovadores’, a TY-E foi concebida para representar a marca no mundial de E-Trial FIM. Quem pilotará é o japonês Kenichi Kuroyama

Kenichi Kuroyama e a YT-E são conterrâneos. Natural da província de Hyogo, o piloto japonês de 39 anos atualmente representa a Yamaha Factory Racing Team na IA Super class do Campeonato de Trial All Japan, categoria na qual faturou o vice-campeonato no ano passado. Em 2018, correrá a categoria novamente e também participará com o protótipo elétrico no Mundial de E-Trial FIM. A competição é a única autorizada pela FIM onde apenas podem competir motos de trial elétricas e está dando seus primeiros passos. No ano passado ocorreu a primeira temporada, com apenas uma prova e 11 inscritos, dentre os quais o espanhol Marc Colomer saiu campeão. Em 2018, serão duas etapas: na França (em Auron, dias 14 e 15 de julho) e Bélgica (em Comblain-au-Pont, dias 20 e 21 de julho).

Fonte: Motoline

Bateria de hidrogênio: Primeiros protótipos funcionais

Bateria de hidrogênio

As baterias de hidrogênio, ou baterias de prótons, estão entre os conceitos promissores para a substituição das baterias de lítio ou mesmo das células de combustíveis.

Como em todo novo conceito, o progresso tem sido mais lento do que se desejava. Em apenas uma semana, contudo, duas equipes, trabalhando independentemente, mostraram resultados importantes.

A primeira equipe, formada por pesquisadores de várias universidades dos EUA, desenvolveu um novo eletrodo para a bateria de hidrogênio – o eletrodo é o material por onde a corrente elétrica entra, durante a recarga, ou sai da bateria, quando sua energia é usada. Para ser eficiente, um eletrodo precisa de muita área superficial. Para isso, a equipe cultivou nanotubos de carbonodiretamente sobre fibras de carbono, formando um eletrodo não apenas poroso, mas com poros minúsculos.

“Antes do nosso trabalho, as pessoas usavam eletrodos de carbono de papel e tinham que empilhar eletrodos para gerar uma saída de alta potência. Os eletrodos tinham que ser muito mais grossos e mais caros porque você precisava usar múltiplas camadas – eles são mais volumosos e mais resistivos.

“Nós tivemos uma ideia simples, mas inovadora, de crescer pequenos nanotubos de carbono diretamente sobre fibras de carbono dentro dos eletrodos – como minúsculos pêlos – e com isso aumentamos a área superficial em 50 a 70 vezes. Resolvemos a exigência de elevada área superficial para eletrodos de bateria de hidrogênio-bromo,” disse Trung Van Nguyen, da Universidade do Kansas, um dos líderes da equipe.

Uma questão fundamental que resta antes que uma bateria de brometo de hidrogênio possa chegar ao estágio comercial é o desenvolvimento de um catalisador eficaz para acelerar as reações no lado do hidrogênio da bateria e fornecer uma saída maior – e um catalisador que sobreviva à extrema corrosividade do sistema. A equipe afirma que já está trabalhando nisso.

Bateria de hidrogênio: Primeiros protótipos funcionais

O protótipo da equipe australiana é ainda menor, mas tem a vantagem de já ser totalmente funcional. [Imagem: RMIT University]

Bateria de hidrogênio funcional

Pesquisadores da Universidade RMIT, na Austrália, demonstraram por sua vez a primeira bateria recarregável de prótons totalmente funcional.

O protótipo também usa um eletrodo de carbono para armazenar o hidrogênio, juntamente com uma célula de combustível reversível para produzir eletricidade.

Durante o carregamento, o carbono no eletrodo liga-se com os prótons – ou átomos de hidrogênio – gerados pela divisão da água em oxigênio e hidrogênio, o que é feito com a ajuda de elétrons de uma fonte de alimentação externa. Os prótons são liberados novamente e passam de volta através da célula de combustível reversível para formar água com o oxigênio do ar e gerar energia. Ao contrário dos combustíveis fósseis, o carbono não queima, não gerando emissões no processo.

O eletrodo poroso de carbono ativado, feito de resina fenólica, armazena cerca de 1% em peso de hidrogênio. Parece pouco, mas esta é uma energia por unidade de massa comparável com a das baterias de lítio comercialmente disponíveis, lembrando que a bateria de prótons é um protótipo em estágio inicial, ainda longe de ser otimizada. A tensão máxima da célula foi de 1,2 volt para uma área de superfície interna ativa de apenas 5,5 centímetros quadrados.

“O trabalho agora se concentrará em melhorar ainda mais o desempenho e a densidade de energia através do uso de materiais à base de carbono em camadas atômicas e finas, como o grafeno, com o objetivo firme de chegar a uma bateria de prótons verdadeiramente competitiva com as baterias de íons de lítio,” disse o professor John Andrews.

Ou, eventualmente, as duas equipes possam se unir, já que a equipe norte-americana já desenvolveu um eletrodo mais eficiente usando os nanotubos, que são essencialmente folhas de grafeno enroladas.

 

Fonte: Inovação Tecnológica

Como é que o Boeing 787-9 conseguiu voar da Austrália à Europa sem parar?

A semana passada, um avião fez um voo histórico, conseguindo cobrir a distância de 14.500 km entre Perth, no oeste da Austrália, e o aeroporto de Heathrow, em Londres, sem parar uma única vez. Foi o primeiro voo sem escalas entre a Europa e a Austrália, e vai tornar-se uma rota regular, servindo para unir os dois continentes mais facilmente, com o Boeing 787-9 Dreamliner da Qantas.

A viagem durou 17 horas no voo contínuo, quando, com escala no Médio Oriente, teria que ser feita em um dia e meio. A viagem direta para Perth também vai facilitar o acesso a outros pontos do continente australiano, como Sydney e Melbourne, que também só eram acessíveis da Europa através de escalas no Médio Oriente. O Dreamliner da transportadora aérea australiana tem 42 lugares em classe Business, 28 em Premium e 166 em classe económica.

O segredo do Boeing 787-9 está na construção, preparada para reduzir o consumo de combustível em 20 por cento, comparativamente a aviões similares e ampliar a distância total de voo. Com 63 metros de comprimento, é o segundo mais comprido da gama 787 (contra 57 do 787-8 e 68 do 787-10, com quem partilha a envergardura de 60 metros. A estrutura recorre a vários materiais compósitos de baixo peso, enquanto elementos aerodinâmicos, como a ponta das asas ou o leme, têm menor resistência ao ar.

Os motores são os GEnx fornecidos pela GE Aviation, quer permitem ao 787 atingir uma velocidade máxima de Mach 0,85 (1050 km/h). Estes motores pesam apenas 180 kg, com novas turbinas construídas em materias compósitos, e 18 pás em vez de 22. O objetivo da GE era reduzir o consumo em 15 por cento em relação ao seu motor CF6, e par isso recorre a uma turbina de baixa pressão, com um combustor mais eficiente. A GE espera conseguir com que o avião da Qantas poupe 1,3 milhões de euros por ano em combustível.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Fonte: Motor 24

Feito em fibra de carbono e com engenharia de ponta. Violino português elogiado e premiado

Com um design inovador e engenharia de ponta, este violino português destronou 6 mil candidatos e venceu um prestigiado prémio internacional.

A IDEIA.M, estúdio de design sediado no Porto, foi distinguida com um iF Design Award 2018, um dos mais prestigiados prémios do mundo na área.

O violino AVA Royale, produzido pela IDEIA.M, foi o vencedor na categoria Produto/Lazer entre mais de 6 mil candidaturas. O instrumento, feito em fibra de carbono, afirma-se pelo design inovador e pela engenharia de ponta aplicada na sua construção.

O CEO da IDEIA.M., Júlio Martins, garante que o instrumento tem recebido críticas bastante positivas por parte dos músicos, o que reforça a sua qualidade. “É um exemplo de como um objecto cujo design se manteve cristalizado no tempo durante séculos pode evoluir sem perder a identidade”, reforça.

BMW, Ferrari e Apple são algumas das empresas que, ao lado a IDEIA.M, também foram distinguidas nesta edição do iF Design Award.

Fonte: Jornal Econômico

Bicicleta aquática: inovação une tecnologia e sustentabilidade

Lançada na Nova Zelândia, bike já está em pré-venda e promete chegar ao mercado até 2019

 

As bicicletas por si só já impactam diretamente no cuidado com o meio ambiente. Sustentáveis, além de garantir melhor mobilidade urbana às grandes cidades, ainda fazem parte de modalidades esportivas e, claro, divertem pessoas de todas as idades. Agora imagine uma bicicleta aquática?

Pois então. Na Nova Zelândia, a Manta5 Hydrofoil Bike tornou realidade essa aventura sobre as águas. A tecnologia está entre as novidades em entretenimento que mais chamam atenção.

Além de parecer muito divertida, a Manta5 ainda supera o jet ski, por exemplo, porque é sustentável. Enquanto os tradicionais veículos aquáticos precisam de gasolina, a bike funciona a bateria.

Como funciona a bicicleta aquática

Mas você deve estar se perguntando: essa bike não é muito pesada de pedalar? Aí que vem a grande sacada: a bicicleta aquática tem um minúsculo motor elétrico de 400W movido a bateria de lítio. A força é suficiente para dar aquele impulso inicial, e você ainda pode acionar o motor quando e quanto quiser.

 

Imagem: divulgação

 

É fácil de aprender a pedalar

Basicamente, basta sentar e pedalar sobre a água, embora seja necessário certo treino para pegar prática. Depois de alguns minutos de aprendizado, você já consegue pedalar. E para operar o motor, vale a mesma lógica.

Leve e resistente

Com quadro de alumínio e hydrofoils de fibra de carbono, a bicicleta aquática ainda tem desenho modular para facilitar o transporte e a montagem. Além disso, funciona mesmo em águas agitadas, é resistente a água do mar e muito silenciosa.

Pré-venda liberada

A Manta5 ainda não tem preço, mas a lista para pré-venda já foi aberta no site da fabricante. Para se inscrever, basta acessar a página e fazer o cadastro. A produção das bicicletas aquáticas estão previstas ainda para 2018 e as entregas internacionais ficam para 2019.

Enquanto a novidade não chega ao mercado, vale conferir o vídeo de lançamento.

 

Fonte: Vivo Tech

Jeep revela sete novos conceitos off-road

Marca exibe modelos que irão participar da 52ª edição do Easter Jeep Safari, tradicional evento fora de estrada na semana que antecede a páscoa, realizado no deserto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos

A Jeep apresentou nesta quarta-feira (21) sete novos veículos customizados para a 52ª edição do Easter Jeep Safari, tradicional evento off-road na semana que antecede a páscoa realizado no deserto de Moab, em Utah, nos Estados Unidos.  Os sete modelos foram preparados em parceria com a Mopar e a Jeep Performance.

Baseado no Jeep Wrangler, o conceito Jeep 4Speed, por exemplo, vem equipado com motor 2.0 turbo e câmbio automático de oito marchas.  A carroceria traz elementos em fibra de carbono com painéis de alumínio perfurados. Ele é menos comprido que o Wrangler e tem ângulos de ataque e de saída maiores. Para uma capacidade off-road ainda maior, o 4Speed possui os eixos dianteiros e traseiros Dana 44 com uma relação de engrenagem de 4,10 e rodas de liga aro 18 com pneus all-terrain de 35 polegadas.

Inspirado nos carros de competição Baja, o Sandstorm (tempestade de areia, em inglês). Tal como o 4Speed, o modelo traz várias partes em fibra de carbono. Como um legítimo veículo Baja, tem uma gaiola que inclui suporte para o estepe. Chama atenção também os amortecedores de curso longo e as luzes auxiliares dianteiras da série Carbon KC. O Sandstorm é movido por um motor V8 6.4 litros com transmissão manual de seis marchas.

O conceito é equipado com uma variedade de peças da Jeep Performance, entre elas, um kit de elevação de 1,5 polegadas, uma barra de teto e estribos. O modelo usa rodas de 17 polegadas com deslocamento de 30 mm calçadas com pneus de competição BF Goodrich T/A Baja Champion. O motor é um Tigershark 2.4 litros acoplada a transmissão automática de nove velocidades.

Jeep Wagoneer Roadtrip

O mais nostálgico dos conceitos mantém o charme e a herança do DNA Jeep do modelo original 4×4, de 1965, com carroceria em puro aço. A plataforma do modelo foi esticada e a capacidade off-road reforçada com eixos dianteiros e traseiros Dana 44, suspensão multilink com molas coilover e rodas de aço de 17 polegadas e pneus de 33 polegadas. Por dentro, o Wagonner Roadtrip mantém sua originalidade nos bancos, painéis de portas e todos aparatos em couro na cor Oxblood. O carro vem até com um refrigerador personalizado. O Wagoneer Roadtrip é empurrado por um poderoso motor V8 5.7 litros com câmbio automático de quatro marchas.

O nome do conceito tem a ver com a cor dele, amarelo Nacho. O modelo é baseado no Wrangler Rubicon e se destaca pelo capô musculoso com o desenho padrão e o emblema da Jeep Performance Parts (JPP) totalmente novo com entradas de ar para resfriar o motor 2.0 turbo do Jeep Nacho. A grade Mopar preta contrasta com resto do carro que traz acessórios do Rubicon.

 

Fonte: O tempo

 

Turbinaram o frescobol. Saiba como

Tradicional esporte carioca ganha competitividade com versão que usa radar e software

A pele curtida pelo sol denuncia onde a administradora de empresas Camila Sayure se sente em casa. De biquíni, short e camiseta, a carioca de 40 anos empunha sua raquete nas areias de Copacabana, na altura da Rua Bolívar, para não deixar a bolinha cair. Mas não apenas calibra a batida e acerta a pontaria. Camila foi além e transformou o frescobol de fim de semana em esporte competitivo. Ao lado de Silvia Oliveira, foi campeã mundial no México, em 2015, e agora é uma das mais engajadas pelo reconhecimento internacional da modalidade “sem vencedores nem vencidos”, como definia Millôr Fernandes (1923-2012) — que não conheceu o speed racket.

Trata-se de uma dobradinha entre um radar de trânsito e um software que determina a velocidade da bolinha. Ou seja: a tecnologia chegou ao frescobol.

— A avaliação do radar é totalmente diferente do que já foi feito até agora, é muito objetiva. O nível de condicionamento vai falar muito alto. As pessoas vão ter que fazer mais do que jogar frescobol — afirma a neta de japoneses, que começou a competir em 2010 e, desde então, já ganhou sete títulos brasileiros.

Foi pensando em eliminar a subjetividade na competição, contabilizar a velocidade da bolinha e pontuar de forma mais justa quem bate mais forte que Adão Chagas e Marco Santana encomendaram um software a um grupo grego, que já trabalhava com uma modalidade semelhante, porém jogada com bola de tênis.

— Queremos profissionalizar o esporte — explica Marco, que customizou o equipamento com a ajuda de um profissional de tecnologia da UFRJ, com o objetivo de valorizar o jogo veloz e no limite.

Que bola foi essa?
Radar calcula a velocidade da bolinha e determina o campeão
Fonte: Equipe Speed Racket

No speed racket, como não poderia deixar de ser, a velocidade é o quesito mais valorizado, mas há outras formas de acumular pontos. A partir de filmagens e testes matemáticos, os criadores da modalidade encontraram fórmulas para valorizar o “jogo bonito” das duplas, que se apresentam por cinco minutos.

— A prioridade é fazer o jogador bater na bola e arriscar Quem ficar burocrático não vai somar ponto suficiente para vencer — explica Adão, que faz uma analogia com o surfe: — Se a ideia fosse não cair, o camarada ia descer a onda só se equilibrando.

 

BOLINHA A QUASE 90KM/H

Para Antônio Ferreira Filho, presidente da Associação Brasileira de Frescobol (Abraf), o radar veio para ficar, assim como aconteceu no México, Espanha e Itália (aqui no Brasil, o radar também é usado no Espírito Santo). Mesmo que a modalidade não esteja sob seu guarda-chuva, apoia a iniciativa. Ele conta que, antes, as competições de frescobol se resumiam ao estilo “carioquinha”, em que os pares trocavam bolas retas, sempre na melhor mão do par. Os vitoriosos saíam em avaliações subjetivas, que Antônio compara à Sapucaí.

— Dava briga e tudo. Depois passamos também a bater no lado esquerdo e, desde 2000, as competições começaram a ter regras de pontuação. Hoje estamos na terceira geração do frescobol.

Se a exigência é bater forte na bola e em alto nível, Camila dá show. Em torneios-teste, ela chegou a jogar a bolinha a quase 90km/h — o sistema está adaptado para medir e pontuar a partir dos 50km/h, mas esse número pode variar. Tão veloz quanto seu desempenho é sua capacidade de influenciar as pessoas: desde 2016, a sansei ensina frescobol até para japoneses.

Ao lado de sua dupla, ela foi convidada pelo presidente da federação japonesa de frescobol a dar clínicas em Miúra, a 300km de Tóquio. Eles se conheceram em 2015, no Mundial do México, de que o Japão foi convidado a participar.

— Nem sabia que o Japão gostava de frescobol… — conta, rindo.

Um ano depois, ao retornar a Tóquio, foi testemunha da aplicação japonesa:

— Eles deram um upgrade incrível. Durante esse período, mandávamos vídeos, conversávamos sempre. Eles são muito inteligentes, não precisamos repetir o que precisam fazer. Até no inverno, vão para os parques treinar.

 

UMA RAQUETE PARA O AMOR

Professor e atleta. Antônio dá aulas em Copacabana, onde conheceu sua mulher – Fábio Guimarães / Agência O Globo

No Rio, há 12 locais determinados pela prefeitura para a prática do frescobol, modalidade considerada patrimônio imaterial da cidade. Foi no de Copacabana que o atual número 1 do ranking da Abraf, Antônio José de Moraes, de 38 anos, encontrou profissão e carreira.

— Eu sempre descia a Rocinha até São Conrado e via a galera brincando. Um dia, um rapaz perguntou se eu queria jogar e me deu a raquete. Nunca mais parei — lembra Moraes.

Ex-paraquedista do exército, garçom — inclusive trabalhou num restaurante gerenciado por Camila — e pedreiro, há três anos ele foi chamado para dar aulas na altura da Rua Bolívar.

Seus alunos vão de crianças de 10 anos até seu Dimas, de 80, passando pela atual mulher, Luceli. Ela treinou com ele por dois anos, até que o romance engatou. Agora, ele também namora a versão hi-tech da raquetinha: em abril, ele participará do primeiro torneio de speed racket, ali mesmo, em Copa.

 

PRETINHO BÁSICO

Para quem saca da bolinha, Luiz Carlos da Silva, o Luiz Negão, de 69 anos, 56 de frescobol, é uma grife. Jogadores top tem, em suas coleções, ao menos uma raquete feita por ele.

— Todo mundo quer ter um pretinho básico — brinca Negão, um artista que faz todas as raquetes, uma a uma, de forma artesanal e com materiais cada vez mais leves e modernos.

Não é difícil entender sua fama. Negão, que ainda hoje joga ao lado de Matheus, de 24 anos, calcula quantos gramas cada raquete terá, de acordo com o freguês. A mais leve tem cerca de 280 gramas — a de Camila Sayure tem 298 gramas.

— Nunca joguei com uma raquete tão leve e com resposta tão precisa – contou Camila, que geralmente usa raquetes entre 325 e 340 gramas. – Quanto mais leve, melhor. Porque fazemos movimentos repetitivos e a leveza pode evitar lesão.

Grife. Luiz Negão faz as raquetes mais conhecidas do frescobol; oficina fica no Jardim Pernambuco – Fábio Guimarães / Agência O Globo

Negão fabrica cerca de 30 exemplares por semana. Ele comenta que, diferentemente das raquetes de tênis, em que é possível dosar sua resposta com as cordas, a de frescobol não tem essa possibilidade. Por isso, faz testes mirabolantes em, sua oficina e depois bota para jogo:

— Faço uma mistura de materiais. Vejo o que cada um prefere e monto a raquete. Tem gente que gosta de raquete mais macia, que a bola bate e não sai tão rápida. Tem gente que prefere mais agilidade. E vou dosando aqui e ali — explica Negão, que começou jogando aos 12 anos, pegando bolinha. — E a cada experimento que fazia, pedia para um jogador testar. Ia botando a raquete na mão de ranqueado e pedia a avaliação.

Ele conta que o negócio começou por acaso, quando consertou a raquete de um amigo. De boca em boca, ganhou a fama de “cirurgião de raquete”, já que recuperava tudo quanto é tipo de equipamento e em qualquer circunstância. Daí a montar um negócio foi natural.

No início, ele usava mais madeira de reflorestamento. Hoje, abusa das fibras de vidro, carbono e a aramida, usada em coletes à prova de bala. Para exportação, principalmente para o Japão, ele usa mais madeira.

Camila, que levou o frescobol para o Japão, viaja com as raquetes de Negão na mala para vender para os novos praticantes. Como a procura aumentou, ela já chegou a ter problemas.

— Em 2015, me pararam com excesso de bagagem. Eu levava umas 50 raquetes. Expliquei que era atleta, mostrei reportagens e me liberaram — lembra, aos risos.

A oficina de Negão está localizada no Jardim Pernambuco, um condomínio de luxo situado no bairro Leblon.

— Morava na favela quando fecharam o bairro. Fiquei quietinho, na minha, e esqueceram de mim.

FONTE: O GLOBO