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NOVO CENTRO DE INOVAÇÃO GKN DEDICADO AOS VEÍCULOS ELÉCTRICOS FEITOS DE MATERIAIS COMPÓSITOS

A GKN abriu um novo Centro de Inovação do Reino Unido, que se concentrará no desenvolvimento de tecnologias e sistemas de veículos elétricos de última geração.

O centro, em Abingdon, Oxfordshire, irá utilizar a experiência da GKN em sistemas de transmissão eletrificada, estruturas leves, materiais compósitos e fabricação de aditivos para criar uma gama de novas tecnologias para veículos de última geração.

“O nosso novo Centro de Inovação do Reino Unido irá desenvolver uma série de tecnologias de última geração que irá fornecer benefícios significativos para aplicações de veículos elétricos, automobilismo e off-highway”, afirmou o CEO da GKN Driveline, Phil Swash. “Para sistemas eletrificados em particular, a experiência da GKN irá ajudar os fabricantes a desenvolver veículos mais leves, mais silenciosos e eficientes. Nenhuma outra empresa pode aplicar a experiência aeroespacial a aplicações automóveis da mesma forma que a GKN, dando origem a oportunidades interessantes para o fabrico de novos produtos”. E acrescentou: “Estou particularmente satisfeito por lançar esta instalação de Pesquisa e Desenvolvimento no Reino Unido. A GKN é um negócio global, mas orgulha-se das raízes do Reino Unido; Estamos sediados aqui e as nossas divisões fabricam a partir de 14 locais em todo o Reino Unido. Esta facilidade complementa a nossa rede global e estamos entusiasmados em começar a desenvolver as tecnologias do futuro aqui em Abingdon”.

Esteve em exibição no lançamento do Centro de Inovação do Reino Unido da GKN uma gama de elementos de transmissão avançados, e teve lugar também uma demonstração ao vivo do fabrico de eixos de transmissão de fibra de carbono. Esses eixos fornecem ganhos significativos de redução de peso e eficiência para aplicações de veículos elétricos.

Transmissão de duas velocidades

A GKN é líder mundial em transmissões de duas velocidades para veículos elétricos. Desenvolveu o único eTransmission de duas velocidades atualmente em produção – para o BMW i8 híbrido – e revelou o primeiro sistema totalmente elétrico do mundo de duas velocidades e a tecnologia Twinster no Frankfurt Motor Show – a eTwinsterX.

No novo Centro de Inovação do Reino Unido, a GKN está a desenvolver um novo sistema de transmissão para veículos elétricos. Os sistemas de duas velocidades podem fornecer mais “milhas por quilowatt” do que os sistemas convencionais eDrive, mas a GKN está focada no desenvolvimento da mesma experiência perfeita de “dual-clutch feel” para os veículos elétricos.

O maior desafio em fabricar um sistema de transmissão deste tipo é o software. Os engenheiros da GKN desenvolveram um sistema altamente sofisticado para o demonstrador TorqueShift, para resolver os problemas de rigidez de torção e inércia.

Mais informações em www.gkn.com.

Lamborghini lança conceito elétrico com tecnologias para 2040

A Lamborghini divulgou o conceito futurista Terzo Millennio, desenvolvido em parceria com o renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos. Segundo a marca, o modelo é o primeiro passo para um “possível futuro superesportivo elétrico”.

O conceito anda através de um motor elétrico em cada roda, o que permite uma tração integral o tempo inteiro. Ha ainda dispositivos de armazenamento de energia integrado à carroceria do carro. Para isso, a marca italiana prevê que o carro usaria nanotubos de fibra de carbono e baterias ultrafinas que podem ter várias formas. A recarga seria rápida graças a um sistema avançado de regeneração de energia cinética, como o KERS da Fórmula 1.

É difícil fabricar um carro feito intensamente em fibra de carbono sem os problemas de quebra do material ou trincas. Por isso, a Lamborghini e o MIT estão desenvolvendo uma fibra de carbono autorregenerativa. Ou seja, o carro conceito monitora toda a estrutura de fibra de carbono e detectar qualquer quebra ou dano. Assim que detectado os “microcanais quimicamente cicatrizantes” consertariam o painel ou o componente defeituoso.

A fabricante não divulgou estimativa de potência e aceleração, mas deixou claro que a emoção ao guiar estará garantida.

Fonte: A Tarde

Hitech e.go: carro elétrico de fibra de carbono chega em janeiro a partir de R$ 89.000

A empresa paranaense Hitech Electric divulgou através das redes sociais que estará trazendo um novo carro elétrico a partir de janeiro de 2018. O modelo é chamado e.go, mas esse não tem relação com a marca alemã e.Go – com seu modelo Life – mas com a chinesa Aoxin, que tem um interessante modelo chamado e-Go. No teaser divulgado, ao se melhorar a foto escurecida, é possível ver os detalhes do carrinho asiático.

hitech-teaser Hitech e.go: carro elétrico de fibra de carbono chega em janeiro a partir de R$ 89.000

Agora, a promessa da Hitech é o e.go, que terá velocidade máxima de 120 km/h e autonomia variando de 180 km a 350 km, dependendo do tipo e capacidade da bateria utilizada. No caso das versões de entrada, a bateria será de chumbo-ácido Gel e nas mais caras, íons de lítio. O destaque é o preço, que começará em R$ 89.000.

De acordo com a Hitech, o e-go pode ser recarregado totalmente entre 6h e 8h, dependendo da voltagem local. Segundo a empresa, o custo para recarga na cidade de Curitiba é de R$ 6,50 para 180 km de autonomia, no caso com baterias de chumbo-ácido gel. No caso da versão com íons de lítio, as células permitem a recarga em carregadores rápidos de alta potência e o tempo de recarga varia de 30 minutos até 2h (completa), com custo estimado entre R$ 6,00 e R$ 9,00 para até 350 km de alcance, o que é realmente muito bom.

hitech-truck Hitech e.go: carro elétrico de fibra de carbono chega em janeiro a partir de R$ 89.000

A empresa destaca também a isenção ou redução de IPVA em muitas cidades e estados, bem como isenção de rodízio municipal em São Paulo. Como já mencionado, a Hitech já comercializa dois modelos elétricos de baixa performance e em breve pretende também vender utilitários leves elétricos, que também são fabricados pela chinesa Aoxin. Mas o que seria realmente o e.go e por que ele é bem mais interessante do que aparenta?

Essa companhia é mais uma entre uma infinidade de fabricantes de carros elétricos na China. Aparentemente, ela anda chamando atenção fora do país, inclusive nos EUA. O motivo é o elétrico subcompacto e-Go. Visualmente, ele parece mais um dos carrinhos baratos com qualidade e segurança duvidosos feitos na China. Parece até feito de fibra de vidro com um chassi de aço “meia boca”. Tudo para ser barato e ganhar espaço no mercado internacional.

hitech-ibis Hitech e.go: carro elétrico de fibra de carbono chega em janeiro a partir de R$ 89.000

Mas, buscando por mais informações da Aoxin e desse projeto, descobre-se que o e-Go é um pequeno lobo em pele de cordeiro. Sua aparência engana muito, pois a carroceria realmente é feita em fibra, mas de acordo com a empresa, essa não é de vidro e sim de carbono. Isso mesmo, o famoso material composto dos superesportivos de alta performance. Um vídeo nos EUA mostra o impacto de uma marreta sobre a estrutura do carrinho em comparação com o mesmo feito em uma Ford F-150 (link abaixo).

Além disso, o chassi é feito em alumínio. Ambos os processos são robotizados, conforme vídeos divulgados pela empresa em seu canal na internet, onde inclusive consta um vídeo feito pela Hitech. Num outro, divulgado pela empresa americana 2050 Motors, um exemplar do e-Go é impactado contra uma barreira fixa a 56 km/h e sua estrutura é visivelmente estável no crash test. Se for tão resistente quanto é apresentado, realmente será uma alternativa interessante e por um preço realmente competitivo. A Aoxin ainda tem um projeto de sedã elétrico feito em fibra de carbono e chamado Ibis, mas não se sabe se chegará ao Brasil.

Fonte: Notícias Automotivas

Grupo de alunos da USP São Carlos aperfeiçoa veículo elétrico que pode percorrer o país com R$ 5

Alunos da Escola de Engenharia querem melhorar protótipo que detém o recorde nacional na Maratona da Eficiência Energética.

Alunos da Escola de Engenharia da USP São Carlos (EESC) trabalham no aperfeiçoamento de um protótipo automotivo de altíssima eficiência movido a energia elétrica. Segundo os estudantes, o veículo seria capaz de atravessar o país carregando uma pessoa, do Oiapoque ao Chuí, com apenas R$ 5.

Em 2013, os alunos construíram o Faísca, que detém o recorde nacional na Maratona da Eficiência Energética. Agora, os futuros engenheiros da USP desenvolvem um novo protótipo, o Venturo. A ideia é deixá-lo ainda mais leve para rodar mais com menos combustível. O projeto, cujo valor aproximado é de R$ 20 mil, deve ser concluído até o início de julho.

Carro elétrico

O Faísca é um carro de três rodas impulsionado por um motor de indução instalado diretamente na roda traseira para evitar perdas na transmissão da potência. Ele é movido a energia elétrica provida por uma bateria de íon-lítio, instalada atrás do banco do piloto.

O veiculo é carregado por um cabo que é ligado em qualquer tomada padrão, 110V ou 220V. O procedimento demora cerca de duas horas e o carro consegue rodar aproximadamente uma hora e meia a uma velocidade de até 40 km/h.

Eficiência

Tanto o Faísca quanto o Venturo são protótipos de eficiência energética, mas de gerações diferentes. As maiores vantagens competitivas do novo modelo, inteiramente em fibra de carbono, são os estudos aerodinâmicos e de rigidez estrutural, evitando perdas.

Para transformar os veículos em protótipos urbanos, para que pudessem circular pelas ruas por exemplo, seria necessário equipá-los com acessórios e enquadrá-los às leis de trânsito brasileiras. O maior problema, entretanto, seria autonomia de rodagem e a demora para recarregar a bateria.

“Uma solução para esse problema seria uma rede de postos onde as baterias funcionariam como ‘garrafas retornáveis’. O motorista entrega uma bateria vazia e recebe uma cheia. Há algumas iniciativas do tipo sendo testadas pelo mundo”, explicou o estudante João Guilherme Cabeça.

Venturo

Venturo significa futuro, que simboliza a nova identidade da equipe. O grupo é formado por 40 alunos divididos em seis equipes, explicou o diretor da equipe, Hermano Esch, aluno do terceiro ano de engenharia mecânica.

Os alunos utilizam o laboratório do Núcleo de Manufatura Avançada da USP (Numa) e captam dinheiro com as comissões de graduação. A maior parte das ajudas extrauniversidade tem sido com produtos e serviços e ajuda técnica. O grupo tentam parcerias que envolvem cursos e conhecimento técnico.

“Nosso foco na universidade é gerar pessoas conscientes e gerar conhecimento também. Estamos preocupados com a sustentabilidade e no modo como pensamos e construímos o carro, o quanto ele impacta de fato no ambiente. A ideia é um veículo que agrida cada vez menos”, disse Esch.

Fonte: G1