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Como é que o Boeing 787-9 conseguiu voar da Austrália à Europa sem parar?

A semana passada, um avião fez um voo histórico, conseguindo cobrir a distância de 14.500 km entre Perth, no oeste da Austrália, e o aeroporto de Heathrow, em Londres, sem parar uma única vez. Foi o primeiro voo sem escalas entre a Europa e a Austrália, e vai tornar-se uma rota regular, servindo para unir os dois continentes mais facilmente, com o Boeing 787-9 Dreamliner da Qantas.

A viagem durou 17 horas no voo contínuo, quando, com escala no Médio Oriente, teria que ser feita em um dia e meio. A viagem direta para Perth também vai facilitar o acesso a outros pontos do continente australiano, como Sydney e Melbourne, que também só eram acessíveis da Europa através de escalas no Médio Oriente. O Dreamliner da transportadora aérea australiana tem 42 lugares em classe Business, 28 em Premium e 166 em classe económica.

O segredo do Boeing 787-9 está na construção, preparada para reduzir o consumo de combustível em 20 por cento, comparativamente a aviões similares e ampliar a distância total de voo. Com 63 metros de comprimento, é o segundo mais comprido da gama 787 (contra 57 do 787-8 e 68 do 787-10, com quem partilha a envergardura de 60 metros. A estrutura recorre a vários materiais compósitos de baixo peso, enquanto elementos aerodinâmicos, como a ponta das asas ou o leme, têm menor resistência ao ar.

Os motores são os GEnx fornecidos pela GE Aviation, quer permitem ao 787 atingir uma velocidade máxima de Mach 0,85 (1050 km/h). Estes motores pesam apenas 180 kg, com novas turbinas construídas em materias compósitos, e 18 pás em vez de 22. O objetivo da GE era reduzir o consumo em 15 por cento em relação ao seu motor CF6, e par isso recorre a uma turbina de baixa pressão, com um combustor mais eficiente. A GE espera conseguir com que o avião da Qantas poupe 1,3 milhões de euros por ano em combustível.

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Fonte: Motor 24

Fábrica faz miniaturas de mais de 500 modelos de aeronaves; veja produção

Uma fábrica em Jacareí (SP) produz mais de 500 modelos diferentes de miniaturas de aviões e tem como principais clientes companhias aéreas e fabricante de aeronaves. O processo de fabricação de cada unidade demora até cinco dias e é feito de resina e fibra de vidro.

A empresa Danil Maquetes surgiu há quase 40 anos, quando o metalúrgico Davi Leite foi demitido da fabricante de aeronaves Embraer, em São José dos Campos, após 18 anos de serviço. Nos últimos seis anos na empresa, ele começou a fazer as miniaturas dos aviões e decidiu continuar essa atividade em casa.

Após a morte dele, há cerca de um ano e meio, os filhos, a administradora Fernanda Santos Leite, de 34 anos e o design gráfico Davi, de 35 anos, gerenciam a empresa.

“Quando meu pai foi demitido, ele continuou fazendo as réplicas em casa e a principal compradora era a própria Embraer. Quando tem cerimônia de entrega, a empresa entrega uma miniatura para o piloto e para o comprador. Muitas vezes a própria empresa aérea nos chama porque querem mais”, contou a filha Fernanda.

Irmãos mantém fábrica de réplicas de aviões em Jacareí (Foto: Camilla Motta/G1)

Irmãos mantém fábrica de réplicas de aviões em Jacareí (Foto: Camilla Motta/G1)

Profissionalização

Os pedidos de encomenda começaram a crescer e a casa da família de Davi ficou pequena para a produção. Por isso, em 1987, a fábrica foi montada em um galpão em Jacareí.

“Meu pai sabia tudo sobre avião, era só o cliente falar que ele já tinha tudo na cabeça. Ele era apaixonado. Quando foi demitido, ele chorava, tinha pesadelo, dizia que até trabalharia de graça, mas a fábrica de miniaturas deu certo. Passamos por momentos de crise, mas continuamos os trabalhos”, contou o filho.

Além das companhias aéreas e fabricantes de aeronaves, muitas empresas de manutenção de aeronaves, aeroclubes e colecionadores compram as peças. Muitas delas são feitas exclusivamente para atender um gosto pessoal do cliente.

“Temos muitas pessoas comuns que colecionam e lotam a casa com muitos aviões. Tem um rapaz do Rio de Janeiro que veio buscar 30 maquetes. É a paixão dele. Tem no teto, na mesa, na prateleira, na casa inteira”, contou Fernanda.

Os irmãos contam que geralmente as réplicas acabam parando em outros países. Eles estimam que já tenha as maquetes espalhadas por pelo menos 40 países.

Famosos também são presenteados, um deles é o ator de Hollywood e empresário chinês, Jackie Chan, que comprou uma aeronave da Embraer em 2016 e também foi presenteado com a miniatura da mesma aeronave.

“A gente sabe de famosos que compraram direto com a gente e dos que foram presentados. É muito legal saber disso”, contou Davi.

Alguns dos modelos ficam expostos na fábrica (Foto: Camilla Motta/G1)

Alguns dos modelos ficam expostos na fábrica (Foto: Camilla Motta/G1)

Modelos

As miniaturas medem de oito centímetros até seis metros e o preço varia de R$ 42 a R$ 76 mil. Eles também têm modelos de satélite e mísseis. Por mês, são produzidas cerca de 600 maquetes pelos 14 funcionários que trabalham na unidade.

O processo de fabricação é feito por três setores e passa na mão de pelo menos cinco pessoas até ficar pronta.

“A gente não sabe quando começou a trabalhar, porque a gente já saía da escola, almoçava e vinha pra cá. Não me vejo em outro lugar, a gente gosta muito. Meu sobrinho de sete anos já diz que vai trabalhar aqui. Minha mãe continua trabalhando. É muito importante para nossa família”, concluiu Fernanda.

Davi Leite abriu fábrica de maquetes de aeronaves em Jacareí (Foto: Arquivo Pessoal)

Davi Leite abriu fábrica de maquetes de aeronaves em Jacareí (Foto: Arquivo Pessoal)

Os aviões são feitos em três setores diferentes: confecção, acabamento e pintura (Foto: Camilla Motta/G1)

Os aviões são feitos em três setores diferentes: confecção, acabamento e pintura (Foto: Camilla Motta/G1)

Todo trabalho é feito manualmente (Foto: Camilla Motta/G1)

Todo trabalho é feito manualmente (Foto: Camilla Motta/G1)

Miniatura de avião feito para fã do cantor Gusttavo Lima (Foto: Camilla Motta/G1)

Miniatura de avião feito para fã do cantor Gusttavo Lima (Foto: Camilla Motta/G1)

FONTE: G1

Avião de combate brasileiro surpreende Dubai Air Show Original: http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/estrela-do-dubai-air-show-e-brasileira_3717.html#ixzz4zyV8v7u8 Follow us: aeromagazine on Facebook

Aeronave projetada por empresa nacional em pareceria com árabes é um dos destaques da principal feira do Oriente Médio

Uma das principais atrações do Dubai Air Show é o avião de ataque ao solo e treinador avançado B-250. O modelo foi desenvolvido em parceria entre a brasileira Novaer e a árabe Calidus, com foco no mercado hoje dominado pelo também brasileiro, Super Tucano.

O B-250 foi projetado especificamente para realizar missões de combate de insurgência, suporte aéreo e inteligência, vigilância e reconhecimento, além de treinamento avançado. Em comparação com o Super Tucano, da Embraer, que se tornou o mais bem sucedido avião da categoria, o B-250 apresenta capacidade bélica superior, maior número de sensores e equipamentos que podem ser instalados, melhor relação nas acelerações e razões de subida, além de autonomia de até 12 horas.

Um dos diferenciais do B-250 é o uso de carbono permite minimizar o peso da estrutura e otimizar o processo de fabricação. O processo também permite a criação de superfícies mais limpas aerodinamicamente, além de exigir menor manutenção. O conceito tem sido amplamente empregado pelos principais fabricantes aeronáuticos do mundo, como a Boeing com o 787 Dreamliner e a Airbus no A350 XWB, além de modelos de combate, a exemplo do F-25 Lightning II.

O uso de materiais compostos ainda permitiu obter o resultado máximo do mesmo motor utilizado por praticamente todos os aviões da categoria.

O programa do B-250 teve uma duração de pouco mais de dois anos, o que pode ser considerado recorde no setor. “Concebemos, projetamos e fabricamos uma aeronave complexa e sofisticada, totalmente em fibra de carbono, e voamos o primeiro protótipo apenas 25 meses após o início dos trabalhos”, afirma Graciliano Campos, Diretor Presidente da Novaer.

A empresa apresentou também no Dubai Air Show a aeronave T-Xc Sovi, na versão de treinamento militar primário/básico.

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Caça da 5ª geração Su-57 entrará em serviço da Força Aérea da Rússia em 2018

Forças Armadas da Rússia receberão o caça de quinta geração Su-57 em 2018, disse à Sputnik o chefe do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação Russa, senador Viktor Bondarev.

“O caça de quinta geração PAK FA T-50, que tem o nome de Su-57 na produção em série, deve entrar em serviço em 2018. O avião foi testado com sucesso e em breve os pilotos começarão a treinar nele e a usá-lo”, disse Bondarev.

F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA
© REUTERS/ MASTER SGT. KEVIN J. GRUENWALD

O primeiro lote de caças incluirá apenas 12 aviões e no ano seguinte a Força Aérea russa receberá dois ou três caças. A produção pré-série está planejada para 2019.Na produção do avião são usados materiais compósitos com base em polímeros de fibra de carbono que baixam significativamente a visibilidade da aeronave para os radares inimigos.

O avião será altamente manobrável e furtivo. Além disso, o Su-57 será equipado com um moderno canhão duplo de 30 milímetros e 10 mísseis de médio e curto alcance.

Airbus A330-900neo

O A330-900neo é o derivado do Airbus A330-300 com novos motores. O birreator pode transportar entre 277 a 440 passageiros e é muito flexível nas opções de configuração de assentos com conforto e alta qualidade a todos aqueles a bordo. Sua cabine é também um dos mais silenciosos nos céus, criando um ambiente calmo para um voo inteiro.

Construído sobre o sucesso comprovado de sua família popular widebody A330, a Airbus lançou oficialmente o A330neo (nova opção de motor – Rolls Royce RR Trent 7000) compreendendo o A330-800neo e A330-900neo em julho de 2014.

Lançado em julho de 2014, o A330neo é a última geração da linha de produtos A330 líder do mercado da Airbus, e possui duas versões: o A330-800 e o A330-900. Ambas as aeronaves widebody incorporam os novos motores Rolls-Royce Trent 7000, e as novas naceles, suportes de motor de titânio, novas asas, e uma Cabine de Passageiros Airspace by Airbus.

As novas características mais visíveis do A330neo são as novas envergaduras de asa com um total de 64m (maior que a envergadura de 60,3m do CEO) e os especialmente desenvolvidos Sharklets de asa curvos – que se baseiam na tecnologia do A350 XWB. Menos visível, mas igualmente importante, é a implementação de aprimoramentos aerodinâmicos aperfeiçoados em 3D ao longo do perfil geral da asa.

Enquanto isso, os motores Trent 7000 oferecem melhorias de dois dígitos na queima de combustível e a operação mais silenciosa graças aos mais recentes componentes de tecnologia, materiais, nova entrada de ar “zero-splice” e nacele de materiais compósitos, o suporte de motor “fully-flared” e também o maior rotor dianteiro (112 polegadas de diâmetro) de rotação mais lenta, com uma razão de diluição de 10:1 – em comparação com a razão típica de 5:1 dos motores turbofan de gerações anteriores.

Tanto o A330-800 como o A330-900 acomodarão até 10 passageiros a mais do que seus respectivos antecessores, graças aos seus novos interiores Airspace, que apresentam diversos viabilizadores na cabine para liberar um espaço mais útil de cabine – garantindo assim que cada passageiro possa se beneficiar de um nível de conforto real e de uma experiência em voo significativamente melhores em comparação com o que é oferecido por qualquer aeronave concorrente do mercado em sua categoria. O A330-900 maior acomodará até 287 assentos em um layout típico de três classes, enquanto o A330-800 normalmente acomodará 257 passageiros em três classes.

Até o momento, 12 clientes fizeram encomendas totalizando 212 A330neos.

A330-900Neo

Passageiros: 277 a 440 assentos
Autonomia Padrão: 12.130km (6.550 milhas náuticas )

Comprimento (Length) : 63,66 metros
Envergadura das Asas (Wing Span): 60,30 metros
Altura (height): 16,79 metros
Peso Máximo de Decolagem (Max takeoff) : 242.000kg
Velocidade Máxima de Cruzeiro: Mach 0,86

Motores: 2x Rolls Royce RR Trent 7000

Fonte: Aviação Brasil

Primeiro avião fabricado na Paraíba vai decolar no próximo dia 10 de outubro

O voo inaugural, acontecerá no Aeroclube de Campina Grande

Um ano e três meses depois de inaugurar a Stratus Indústria Aeronáutica, no Distrito de São José da Mata, em Campina Grande, o empresário  Juan Pinheiro realizará no próximo dia 10 de outubro, às 10h, o voo inaugural do avião Volato 400, o primeiro fabricado pela Stratus.

O voo inaugural, acontecerá no Aeroclube de Campina Grande, num momento festivo que terá a presença do cantor e piloto acrobata Waldonys, membro honorário da Esquadrilha da Fumaça, que fará uma apresentação de acrobacias, e ainda um show musical para o público presente.

“Para nós da Stratus o voo inaugural da Volato 400, a nossa primeira aeronave, representa um capítulo finalizado de um livro, onde comprovamos a nossa capacidade técnica para o Brasil e para o Mundo, provamos que temos tecnologia, e que as aeronaves que desenvolvemos aqui em Campina Grande não deixam a desejar em nenhum aspecto, as produzidas nos Grandes Centros. Vencemos mais uma etapa, já que há mais de um ano vínhamos nos empenhando nas pesquisas, no desenvolvimento desse avião, e hoje o sonho de toda uma equipe está materializado, essa aeronave reúne em sua essência corações, esforços e um comprometimento ímpar de um grupo, a família Stratus”, ressaltou o empresário.

O Volato 400 é o primeiro avião fabricado pela Stratus. A aeronave tem capacidade para quatro ocupantes, é equipado com motor Lycoming de até 260 cavalos de potência, é uma aeronave esportiva da categoria experimental. A estrutura das peças do avião é de fibra de carbono, e possui aviônicos digitais de última geração. O modelo atende aos anseios dos clientes que buscam uma aeronave confortável, rápida, com boa capacidade de carga e excelente custo/benefício, além de atingir grandes distâncias com rapidez e segurança.

Stratus

Inaugurada no mês de julho, de 2016, a Stratus Indústria Aeronáutica trabalha em parceria com a Volato Aeronaves, empresa da cidade de Bauru – SP, que produz componentes aeronáuticos construídos de materiais compostos.

A Stratus oferece ao mercado, aeronaves de pequeno porte, com capacidade de 02 e 04 lugares construídas com o que há de mais moderno em material composto, a exemplo de fibras PREPEG, HONEY COMB e FIBRA DE CARBONO, os modelos se destacam pela segurança e alta performance.

A Stratus também é uma oficina de manutenção de aeronaves homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. A Indústria foi certificada pela Agência, o que exigiu investimentos na contratação de técnicos especializados, com experiência reconhecida.

“Atualmente a Stratus atende várias marcas de aeronaves nacionais, fabricadas pela EMBRAER, como também de fabricantes americanos, proprietários de aviões de diversos estados brasileiros, vem a Campina Grande para fazer revisão em nossa oficina, o que demonstra a qualidade e credibilidade do nosso serviço”, disse Juan Pinheiro.

Fonte: WSCOM

Novo avião acrobático pode suportar manobras com até 10 g

Com célula certificada para suportar elevadas acelerações positivas e negativas, projeto britânico fabricado nos EUA cumpre o que se pode chamar de voos sem limite

O GB1, um projeto britânico agora desenvolvido e fabricado nos Estados Unidos, em Bentonville, Arkansas, foi certificado para o que se poderia chamar de voos acrobáticos “sem limites”, pois solicitam de sua célula acelerações positivas e negativas de até 10 g.

Para o estabelecimento de valores tão elevados de tensão, a célula do GB1 passou por sucessivos ensaios, sendo submetida a valores ainda superiores, como 11,7 g (positivos e negativos). O fabricante chegou a expor sua aeronave a um teste difícil de imaginar: nada menos de 19 g com a célula aquecida a 160º – para amolecer as fibras de carbono – sem qualquer falha.

Além da inegável robustez mecânica para voos acrobáticos, o GameBird GB1 está sendo promovido como aeronave para uso geral. Ao remover um lastro de 25 libras da cauda, os pilotos podem levar o centro de gravidade para a frente, transformando-o em um avião regular para cruzeiros de 200 nós e alcance de 1.000 nm – embora sobre pouco espaço para a bagagem (máximo de 30 libras).

Quando operado dentro da catagoria acrobática ( +6 g / -6 g, em lugar dos 10 g sem limites), o peso máximo de decolagem é aumentado em 260 libras, oferecendo uma carga útil máxima – com tanques cheios – de 418 lb com dois ocupantes.

O preço básico do avião é US$ 400 mil e o fabricante espera que o “GameBird GB1”  cubra desde o treinamento inicial como avião com bequilha convencional e primeiras manobras acrobáticas até o estágio máximo.

Fonte: Aeromagazine

Partículas especiais em ligas metálicas podem facilitar a detecção de fadiga em aeronaves

Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia permitirá que a inspeção de danos seja feita por computador

Durante o voo, as aeronaves são sujeitas a cargas e esforços significativos que, com o tempo, podem se transformar em minúsculas rachaduras ou fraturas, formando áreas de alto estresse no metal. O curioso é que, no passado, quando fumar a bordo era permitido, estas falhas eram mais fáceis de se detectar. É que a nicotina se formava em torno das fraturas, facilitando sua localização.

O novo métodos de detecção proposto é fruto do trabalho de três profissionais: Darret Hartl, professor de engenharia aeroespacial e seu estudante de graduação Brent Bielefeldt, além do professor de engenharia mecânica, Ibrahim Karaman, conforme revela o jornal The Battalion, da Universidade Texas A&M.

O método de Hartl visa a aprimorar o sistema atual de inspeção de rachaduras e fraturas que é tedioso e demorado. O engenheiro explica que, durante um check pesado em um avião de linha aérea, tudo o que se vê é alumínio na chapa e mecânicos com suas lanternas e espelhos procurando falhas em pontos críticos onde elas geralmente ocorrem.

Para Hartl, não só o procedimento é pouco eficiente como também muito perigoso: como os mecânicos não podem inspecionar cada ponto do avião, eles se concentram nos ponto de alto risco. O que significa que uma eventual fratura pode passar em branco – ao menos, até a próxima inspeção que pode tardar anos.

Processo mais simples

O plano de Hartl é tornar o processo de detecção muito mais simples ao adicionar partículas especiais às ligas de alumínio, material geralmente utilizado na fabricação de aeronaves. Segundo os pesquisadores, a ideia é que uma partícula possa mostrar uma mudança acústica ou magnética. Estes materiais são chamados de ligas de formato magnético com memória. 

De acordo com Karaman, as moléculas dentro de uma destas ligas mudam de formato quando sujeitas a esforços – nas asas de um avião, para citar um exemplo típico. Ao se adicionar elementos como o cobalto e estanho a uma base de manganês e níquel, pode-se obter uma assinatura destas partículas sob estresse.

Bielefeldt foi o responsável pela  demonstração prática do novo conceito. Ele explica que se você dispõe de um complexo de partículas e conhece a resposta de cada uma delas, pode ligar todas estas informações em um computador e realmente localizer o ponto fraco com uma precisão de milímetros. Ele provou que as simulações destas partículas em computador reproduzia seu comportamento real e que, uma fratura criada dentro de um material incorporando às partículas poderia ser detectada e mapeada com grande exatidão.

Atualmente, estas partículas ainda apresentam limitações. De acordo com Hartl, elas precisam ser inseridas em um metal ou liga homogêneos para funcionar como esperado. O que significa que qualquer peça ou componente em material composto como fibras de carbono não podem receber estas partículas.

As forças dentro do material são muito mais complexas nos casos dos compostos. Os engenheiros explicam que toda a carga é suportada pelas fibras e que não querem fazer nada para danifica-las, não colocando partículas em fibras.

Na prática, ainda existe ainda muito trabalho pela frente. Por enquanto, a partícula continua a ser desenvolvida para uso prático pela Nasa, militares e empresas privadas.

Original: http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/particulas-magneticas-com-memoria-podem-facilitar-deteccao-de-fadiga-em-aeronaves_3648.html#ixzz4uNsJBHai

Próximo das ruas e dos céus, carro-avião já aceita reserva por preço de Ferrari

Veículo híbrido possui motor 2.0 turbo, auxiliado por dois elétricos, e pode percorrer 700 km em menos de duas horas

 Imagine cumprir uma distância de 700 quilômetros de carro em menos de duas horas, sem encontrar congestionamentos e barreiras pela frente, muito menos caminhões lentos na pista! Seria a viagem dos sonhos para qualquer motorista.O modelo que parece ter saído do desenho dos Jetsons é a versão 4.0 de um projeto que pode chegar às ruas, e também aos céus, a partir de 2020. Pelo menos é o que espera a empresa europeia, que já realiza a pré-venda do exótico carro voador à bagatela de € 1,2 milhão a € 1,5 milhão (entre R$ 4,5 milhões a R$ 5,6 milhões). O valor está no patamar da Ferrari LaFerrari, que teve 500 unidades produzidas.

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Segundo a AeroMobil, a produção das primeiras unidades começam já em 2018. A viabilidade do projeto ainda dependerá de uma homologação e da adequação da legislação no Velho Continente. O primeiro lote é formado por 500 unidades.

“Projetar e entregar nosso primeiro carro voador pronto para produção é a nossa prioridade, mas, à medida que o interesse no setor cresce, as oportunidades se estenderão para novas áreas”, disse Juraj Vaculik, CEO da AeroMobil.

O veículo já apresentou 14 patentes para inovações em segurança e engenharia, o que ajudará a tornar a experiência de viagem única e confortável para os proprietários. Com um design aerodinâmico, a estrutura do modelo é toda em fibra de carbono, como nos carros esportivos mais sofisticados e também em aeronaves.

 Ele tem capacidade para transportar duas pessoas, duas mochilas e quase 100 litros de gasolina premium. São 6 metros de comprimento e impressionantes 8,8 m de envergadura.

 /ra/pequena/Pub/GP/p4/2017/09/19/Automoveis/Imagens/Cortadas/AeroMobil 9-ID000002-1200x800@GP-Web.jpgNewspressDivulgação

Veículo híbrido, ele é impulsionado por um motor 2.0 litros turbo boxer, de quatro cilindros, auxiliado por um par de propulsores elétricos localizados no eixo dianteiro.

Quando está no ar, a potência gerada é de 300 cv, repassada à hélice por meio de uma transmissão desenvolvida sob medida. Na terra, são 110 cv de potência dedicada. De acordo com os dados da fabricante da Eslováquia, ele é capaz de atingir a velocidade de 160 km/h na estrada e de 360 km/h no céu (neste caso com autonomia de até 750 km).

E são necessários 3 minutos para que mudar do modo carro para o modo avião, quando as enormes asas se abram e o trem de pouso retrátil é acionado para que o veículo levante voo.

O interior da cabine tem um design similar ao cockpit de aviação. Telas digitais integradas mostram informações relativas à operação automotiva do veículo e à decolagem e pouso.

O veículo conta ainda com um para-quedas projetado para levar o AeroMobil de volta ao solo em segurança caso o condutor ache necessário numa situação de emergência.

“Vemos grandes oportunidades para a AeroMobil assumir a liderança na concepção de carros voadores para o transporte aéreo pessoal. Estamos realmente ansiosos para discutir nossos planos com a indústria automotiva”, finaliza Juraj Vaculik.

Pois a empresa eslovaca AeroMobil está disposta a tornar esse sonho uma realidade com projeto de carro-avião que é uma das atrações mais visitadas no 67.º Salão de Frankfurt, que ocorre na Alemanha até o próximo dia 24.

Drone invisível feito de materiais compósitos testa tecnologias para aviões sem piloto

Avião sem piloto

A Agência Espacial Alemã (DLR) testou com sucesso um protótipo de avião autônomo projetado para avaliar várias tecnologias que deverão permitir um salto qualitativo para os drones e abrir o caminho para uma maior automação dos aviões.

O protótipo, batizado de SAGITTA, é um veículo aéreo não-tripulado (VANT) a jato e foi construído em colaboração com a Airbus.

O primeiro voo foi totalmente programado antes da decolagem. O drone decolou e voou de forma autônoma durante sete minutos por um percurso predefinido. Ele então aproximou-se da pista e pousou sem qualquer intervenção humana.

Entre as principais tecnologias avaliadas está o próprio material de que o avião é feito, um compósito ultraleve feito de um polímero reforçado com fibra de carbono. As camadas finas como papel são coladas até atingir espessuras que variam de acordo com o papel estrutural e a carga a que é submetida cada peça ou parte da fuselagem.

“Nossos pesquisadores tiveram que projetar e construir os componentes individuais de forma que eles se encaixassem precisamente durante a montagem, porque a camada adesiva precisava ser fina e uniforme para que a ligação fosse forte,” disse Martin Wiedemann, da DLR.

Drone invisível testa tecnologias para aviões sem piloto

Drone invisível

Este primeiro protótipo foi construído na escala de 1:4 do drone que deverá ir para a linha de produção nos próximos anos – ele mede 3 metros de comprimento por 3 metros de envergadura.

Impulsionado por duas turbinas de 300 N, o drone pode levantar voo com um peso total de até 150 quilogramas.

O voo de demonstração serviu também para confirmar que o drone se camufla em relação ao radar, com sua característica de “invisibilidade ao radar” (stealth) provindo primariamente de seu formato.

A seguir, o veículo de testes será usado para avaliar novos componentes estruturais nos quais serão integrados elementos funcionais ativos, como os flaps ajustáveis e dinâmicos.

“Com exceção dos freios, é um ‘aparelho eletrônico de voo’ que é controlado por atuadores eletromecânicos, em vez de componentes hidráulicos. O veículo experimental não é um produto pronto para produção. Ele foi projetado para recolher informações valiosas sobre novas tecnologias para sistemas de voo sem tripulação,” disse Wiedemann.