Telhados exigem manutenção preventiva

Na hora de construir uma casa, a definição do telhado consome uma parte importante das atenções e discussões do projeto. Porém, depois que a obra termina, muita gente esquece de que essa parte da residência precisa de cuidados e manutenções periódicas. Se isso não for feito, é nesta época do ano — a das chuvas — que os inconvenientes começam a aparecer.

“O ideal é fazer uma vistoria semestral”, indica Juliano Préci de Oliveira, responsável por uma empresa especializada em manutenções preventivas e corretivas. Já para as calhas e rufos, vale investir numa limpeza mensal — principalmente se houver árvores próximas, aconselha.

Segundo Oliveira, essa periodicidade muda de um imóvel para outro, pois cada telhado tem suas características específicas, como estilo, tipo de telha utilizado, altura e formato. Por isso, quase sempre só um profissional especializado é capaz de identificar o que pode estar causando uma infiltração ou goteira, por exemplo.

“Um profissional vai avaliar as necessidades do local, levando em conta o telhado em si e os arredores”, diz o técnico. Isso porque, dificilmente as telhas dão sinais visíveis, aos olhos de leigos, de que já não estão com 100% de sua eficiência. “Em alguns casos, quando o telhado é exposto, não tem laje ou forro, é possível enxergar pontos de claridade por baixo. Mas na maioria das vezes as telhas não dão sinais aparentes [de que precisam ser trocadas].”

Além das falhas estruturais ou de danos no material que podem afetar as telhas em si, há também outras questões que atrapalham o bom “funcionamento” de um telhado. E as calhas são a parte campeã nesse quesito. Não é raro, de acordo com Oliveira, que as folhas das árvores entupam esse encanamento. Até mesmo pombos e ratos podem causas problemas .”Eles podem morrer dentro de calhas e encanamentos pluviais causando entupimento.”

O recomendado é uma vistoria semestral para telhados e para calhas, uma inspeção mensal - DIVULGAÇÃO

O recomendado é uma vistoria semestral para telhados e para calhas, uma inspeção mensal – DIVULGAÇÃO

Telhas de barro 

O mercado oferece, atualmente, uma grande variedade de telhas para cobertura dos imóveis. Dentre as mais recentes novidades, que já caíram no gosto daqueles que decidem construir, estão as versões em fibrocimento e metálicas. Oliveira cita que esta última é mais cara, porém mais resistente. Entre as metálicas há ainda opção das telhas sanduíche — duas partes metálicas preenchidas no meio por uma placa de isopor ou poliuretano. Dessa forma, o material ganha isolamento acústico e térmico.

Apesar das novidades, as tradicionais telhas de barro ainda são as mais utilizadas. E essa versão, alerta o técnico, pede uma atenção especial à manutenção. “Telhas de barro devem ser trocadas porque trincam com o tempo, devido às vibrações causadas pelo vento e, às vezes, até por estarem em ruas muito movimentadas, com tráfego intenso de veículos pesados.” Entretanto, segundo ele, é impossível determinar de quanto em quanto tempo a troca de algumas telhas ou do telhado por completo deve acontecer. “Isso varia de local para local.”

Amianto passa a ser proibido para telhas 

Desde o dia 29 de novembro, o uso do amianto do tipo crisotila, material usado na fabricação de telhas e caixas de água, está proibido no País. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após uma decisão da mesma Corte que declarou a inconstitucionalidade de um artigo da Lei Federal 9.055/1995, que permitiu o uso controlado do material.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e outras entidades que defendem o banimento do amianto, apesar dos benefícios da substância para a economia nacional — geração de empregos, exportação, barateamento de materiais de construção –, estudos comprovam que a substância é cancerígena e causa danos ao meio ambiente.

A medida do STF proíbe a extração, a industrialização e a comercialização do produto em todo o Brasil. Durante o julgamento não foi discutido como a decisão será cumprida pelas mineradoras, apesar do pedido feito por um dos advogados do caso, que pediu a concessão de prazo para a suspensão da comercialização.

Infiltrações e goteiras de chuvas são principais problemas, que se persistirem por muito tempo podem até comprometer a estrutura do imóvel - LUIZ SETTI / ARQUIVO JCS (30/10/2013)Infiltrações e goteiras de chuvas são principais problemas, que se persistirem por muito tempo podem até comprometer a estrutura do imóvel – LUIZ SETTI / ARQUIVO JCS (30/10/2013)

Em agosto, ao começar a julgar o caso, cinco ministros do STF votaram pela derrubada da lei nacional, porém, seriam necessários seis votos para que a norma fosse considerada inconstitucional. Dessa forma, o resultado do julgamento provocou um vácuo jurídico e o uso do amianto ficaria proibido nos Estados onde a substância já foi vetada, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mas permitido onde não há lei específica sobre o caso, como em Goiás, por exemplo, onde está localizada uma das principais minas de amianto, em Minaçu.

As ações julgadas pela Corte foram propostas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) há dez anos ao Supremo e pediam a manutenção do uso do material. (Da Redação e Agência Brasil)

 

Fonte: Jornal Cruzeiro

Trisoft fabrica palmilhas e forro agulhado ecologicamente corretas

8 garrafas PET fabricam um par de tênis, enquanto 4,3 um par de palmilhas

De acordo com a pesquisa divulgada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), com notas que variam entre 1 e 10, o consumidor brasileiro elegeu a importância do consumo consciente com a nota de 8,7, enquanto 7,6 representa consumidores adeptos da compra e de hábitos de vida conscientes. Contudo, do total da população, apenas 28% é considerada de fato como “consumidor consciente”. Uma pesquisa qualitativa realizada pelo Instituto Akatu, em 2015, aponta que muitas pessoas querem contribuir para um mundo melhor, mas não sabem como. O levantamento aponta ainda que produtos e serviços associados a práticas sustentáveis prometem ser mais atraentes se esclarecerem a praticidade e o conforto na utilização.

 

A Trisoft traz para a indústria de calçados opções de palmilhas e forro agulhado, ecologicamente corretas fabricadas a partir de fibras de garrafa PET. As vantagens que ambos oferecem ao setor são a alta performance na durabilidade, são 100% laváveis, não possuem aditivos e colas, não absorvem umidade facilitando na secagem e eliminação de odores após o uso do calçado. O portfólio Trisoft disponibiliza ao mercado algumas opções de Agulhados, que podem ser costurados ou não: Agulhado Estruturado Termofixado, Agulhado Costurado Zig Zag Termofixado, Agulhado Termofixado, Agulhado Semi Estruturado, Agulhado Semi Estruturado com Micro Costura Termofixado, Agulhado Termoprensado.

Para o setor de esportes as palmilhas oferecem bastante autonomia, já que alcançam até 50 mil flexões, são extremamente leves – perfeitas para otimizar a performance de maratonistas, por exemplo -, não possuem resina na composição, não esfarelam e não deterioram, e não permitem a proliferação de fungos e bactérias. São produzidos por um processo exclusivo de fusão termo mecânico, conferindo ao produto maior maleabilidade e moldabilidade. A empresa disponibiliza três versões patenteadas: Palmilha TrisoftPalmilha Premium, Palmilha com EVA e a Palmilha com Espuma PU. Os produtos da companhia, de um modo geral, auxiliam na estrutura do calçado, dão resistência mecânica, corpo e leveza e não rasgam.

 

Fonte: Revista News

Braskem lança novo conceito de resina reciclada no evento internacional Sustainable Brands

A Braskem está presente, nesta primeira semana de junho, na edição de Vancouver do Sustainable Brands – um dos mais importantes eventos do calendário de sustentabilidade –, como patrocinadora, principal apresentadora e expositora no pavilhão Good Materials & Packaging. A empresa aproveitará a feira para apresentar um novo conceito de resina plástica reciclada.Comprometida com seu processo contínuo de desenvolvimento de soluções sustentáveis, por meio de sua plataforma Wecycle, a Braskem apresenta resultados promissores na criação de uma resina reciclada com melhor qualidade e alto teor de conteúdo reciclado oriundo de embalagem rígida pós-consumo doméstico de polietileno. Dentre as características principais, destacam-se as propriedades de resistência ao stress craking semelhantes à resina virgem e propriedades mecânicas de impacto na tração S, 70% melhor do que a resina reciclada utilizada no mercado. O próximo passo é identificar parceiros para testar esta solução em produtos finais (embalagens rígidas de pequeno volume), que utilizarão a resina reciclada como matéria-prima.

No espaço para debates, em que o foco é “Como as marcas estão desenvolvendo novas soluções para embalagens e incorporando práticas de economia circular em seus produtos”, executivos da Braskem discutem projetos e tecnologias que estão sendo estudados em laboratórios de inovação da companhia. Joe Jankowski, responsável comercial de Polietileno Verde da Braskem na América do Norte, abordou os benefícios e aplicações do Plástico Verde I’m green™. Luiz Gustavo Ortega, gerente de Desenvolvimento Sustentável da companhia, comentou sobre a plataforma de conteúdo Bluevision, que trata de temas relacionados a sustentabilidade, desenvolvimento humano e utilização inteligente de recursos. Já Fabiana Quiroga, diretora de área de Reciclagem & Plataforma Wecycle, falou sobre a iniciativa que visa fomentar novos negócios para a valorização de resíduos plásticos pós-consumo e desenvolvimento da cadeia de reciclagem.

Além disso, Fabio Lamon, Líder de Manufatura Digital da Braskem, apresentou palestra, no palco principal do evento, sobre a dinâmica de atuação da companhia em escala global permitir aproveitar o que há de melhor em cada uma das regiões em que está, e a importância de abrir o diálogo da sustentabilidade não apenas para empresas, mas para todos os cidadãos.

Na área de exposição, a Braskem está presente em dois estandes. Em um deles expondo o Plástico Verde I’m green™, produzido a partir de cana-de-açúcar, e suas principais aplicações, como:  embalagens para o setor alimentício, produtos para higiene e beleza, e cuidados para casa. No outro, serão abordadas as plataformas Bluevision e Wecycle. Desta última, estão sendo exibidos alguns produtos, já resultados de parcerias da Braskem por meio da plataforma, como: a caixa organizadora da linha <OU> da Martiplast, a embalagem do tira-manchas Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, e os sacos para lixo, da Embalixo. “O desenvolvimento sustentável é um dos principais pilares de atuação da Braskem e, para nós, é de grande importância participar e fomentar discussões sobre o tema com outras empresas do setor, reforçando nossas iniciativas e conhecendo o que outros grandes players estão fazendo”, informa Fabiana Quiroga. “Trouxemos para o evento nossos principais produtos, conceitos e programas com viés sustentáveis, buscando impactar toda a cadeia a pensar desta maneira”.

Cristalização de pintura, vale a pena?

Fazer cristalização na pintura do carro é uma boa ideia? Bem, só quem realmente curte automóvel e também se preocupa com o bolso sabe o quão prazeroso é deixar o carro sempre impecável, para que ele fique com uma aparência agradável, mantenha pelo menos boa parte do aspecto de novo e ainda elimine gastos desnecessários com reparos na pintura ou em outras partes.

E como você já deve imaginar, há uma série de formas de cuidar do seu automóvel além de uma simples lavagem externa e também uma limpeza interna “passando um paninho úmido” pelos componentes da cabine.

A respeito da pintura da carroceria, para que ela fique sempre bem tratada, sem riscos e com aquele brilho característico de carro mais novo, há a cristalização. Assim como o polimento e o enceramento que você provavelmente já deve ter feito no seu automóvel, ela tem a intenção de manter/ressaltar ou dar brilho à carroceria e ainda remover alguns riscos provocados por danos no uso cotidiano.

Entretanto, você realmente sabe o que é e como é feita a cristalização na pintura de um automóvel? Respondemos esta dúvida logo abaixo. Confira:

O que é cristalização automotiva?

Também conhecida como espelhamento, a cristalização automotiva é um procedimento relativamente recente no mercado e está ganhando cada vez mais espaço entre os proprietários de automóvel. Ao contrário do enceramento e do polimento, que têm como principal objetivo diminuir pequenos danos provocados na pintura da carroceria, a cristalização visa melhorar o aspecto da pintura, realçando o brilho da tinta.

Além disso, a cristalização consegue garantir uma maior durabilidade ao verniz original da pintura do carro. Deste modo, a lataria acaba ficando menos suscetível a danos externos (como os caraterísticos riscos provocados pelas unhas das mãos de uma pessoa), sobretudo quando a cristalização é combinada ao polimento. Na prática, o processo de cristalização cria uma espécie de camada protetora que consegue preservar o aspecto da pintura original por mais tempo.

A cristalização é feita com o uso de uma resina protetora (semelhante à cera), que é aplicada diretamente no verniz da pintura do automóvel. Devido a isso, não apresenta grandes riscos de danificar a pintura. Porém, antes da aplicação da resina protetora, deve ser realizada a limpeza do veículo para retirar as sujeiras e ainda um polimento bastante leve com uma politriz dotada de um disco de espuma para retirar pequenos riscos e manchas, ainda assim sem danificar o verniz original. Aí só depois a resina protetora é aplicada.

Cristalização de pintura, vale a pena?

Vale a pena fazer uma cristalização?

Sobretudo na visão das fabricantes, o processo de cristalização é dispensável mesmo para carros com certo tempo de uso. Isso porque a pintura de um automóvel é dotada de quatro camadas, sendo a última o verniz, que protege e dá brilho. Para eles, basta cuidar periodicamente da pintura de um carro novo somente com uma lavagem simples, com o uso de água e sabão neutro, para que a pintura fique bem cuidada.

Porém, sabemos que na prática a situação pode ser bem diferente. Dá para dizer que a cristalização vale sim bastante a pena sobretudo para carros seminovos, com a intenção de preservar o aspecto de novo da pintura do seu carro por muito mais tempo, ainda mais se você costuma usar o seu veículo com bastante frequência e deixa ele constantemente exposto ao sol, poluição e/ou poeira.

Além disso, pelo fato da cristalização não gerar nenhum tipo de dano ou risco para a pintura do automóvel, você dificilmente enfrentará dores de cabeça com esse tipo de procedimento. A cristalização dura, em média, seis meses.

Quanto custa uma cristalização? Onde fazer?

Como em qualquer outro tipo de serviço, o preço da cristalização varia conforme o lugar escolhido para realizar tal procedimento. Em média, os preços variam de R$ 300 a R$ 500 para carros compactos e médios e de R$ 500 a R$ 700 para veículos maiores, como picapes e SUVs. Ele deve ser realizado sempre em um centro automotivo ou outra empresa da área por profissionais especializados/capacitados.

Cristalização de pintura, vale a pena?

Quais as diferenças entre cristalização, enceramento e polimento?

Ao contrário do que muitos imaginam, cristalização, enceramento e polimento são procedimentos diferentes e indicados para situações igualmente diferentes. Como você pôde conferir nos tópicos anteriores, a cristalização é utilizada para proteger o verniz original da pintura de um veículo, além de ampliar ainda mais o efeito de brilho. Tudo isso com o uso de uma resina protetora aplicada na pintura do carro. É aquele tipo de procedimento usado para prevenir, mas não remediar. Sendo assim, caso o seu carro já esteja repleto de riscos na pintura, a cristalização pode não adiantar em muita coisa.

Por outro lado, o enceramento é recomendado para carros que estejam com pequenas manchas e riscos, podendo ser feito em carros novos, seminovos e usados (até mesmo naqueles que já foram repintados). Fora isso, ele consegue proteger a pintura por até um ano e é interessante para àquelas pessoas que acabam deixando o carro sob a luz do sol durante boa parte do dia, o que acaba provocando danos na pintura. Esse processo é feito com uma cera.

Já o polimento é um processo mais eficiente que o enceramento. É indicado para carros que estejam com manchas e riscos um pouco mais difíceis de serem removidos. Neste caso, as manchas e riscos são removidos com uma massa abrasiva e politrizes em alto número de rotações, sendo que em algumas situações o profissional pode utilizar até uma lixa d’água fina. Ele deve ser feito com pouquíssima frequência – até três vezes durante toda a vida útil do carro.

Uma vitrificação vale mais a pena?

Outro tipo de procedimento é a vitrificação. Assim como a cristalização, ela tem como objetivo proteger a pintura de um automóvel. Entretanto, neste caso, o processo é feito com o uso de uma resina de sílica vítrea (conhecida como “vidro líquido”) aplicado na pintura, que é mais resistente e, como consequência, apresenta uma durabilidade maior. Dependendo da qualidade do produto utilizado, uma vitrificação pode durar até três anos.

Deste modo, a vitrificação pode ser mais interessante para determinadas condições. Entretanto, vale ressaltar que este procedimento é mais caro, podendo chegar a cerca de R$ 800 (ou seja, o dobro de uma cristalização).

 

Fonte: Noticias Automotivas

Fibra de carbono: como é feito e como funciona este material incrível

Matéria publicada originalmente em março de 2015

Ele está nas aeronaves que vemos sobrevoando os céus de todo o mundo e também está nas bicicletas mais poderosas. Podemos ver as aplicações em acessórios para esportes — como tacos, raquetes e vários outros — e nos painéis dos carros. Você pode não saber como ele é feito e nem conhecer todas as aplicações possíveis, mas você certamente já ouviu falar deste material: fibra de carbono.

Sendo um material sintético, a fibra de carbono é composta por filamentos construídos majoritariamente de carbono, mas não apenas desse elemento — pois há outros utilizados para a produção dos filamentos e também para a sustentação das fibras. Entretanto, o que faz da fibra de carbono um material tão elogiado e utilizado em todo o mundo? Por que queremos que esteja cada dia mais presente?

A resposta para isso é relativamente simples, mas precisa de uma base que você vai conferir agora mesmo. Em resumo, a fibra de carbono é leve e forte, sendo uma excelente opção para o ferro. Como ela pode substituir outras ligas e por que isso tem sido muito importante nos últimos anos é o que você vai descobrir… Acredite, a fibra de carbono está mais presente na sua vida do que você imagina.

Como é feita esta fibra?

A principal matéria-prima das fibras de carbono é o polímero de poliacrilonitrila — obtido a partir da polimerização de uma variação do acrílico. A vantagem dessa fonte é a alta concentração de carbono, uma vez que mais de 90% dos átomos no material são justamente disso. Durante a produção, o polímero é esticado e se torna paralelo ao eixo das fibras, formando uma liga bem rígida e resistente.

Depois dessa etapa, ocorre uma oxidação em altas temperaturas (de 200 °C a 300 °C) para fazer com que os átomos de hidrogênio sejam removidos das chapas ou ligas — ao mesmo tempo que o oxigênio é adicionado. Em seguida, ocorre um novo aumento de temperatura até 2.500 °C, para que ocorra uma total carbonização. Ao final de tudo isso, ainda existe o dimensionamento. Este processo é o da moldagem, em que as fibras são tecidas (em fios com até 10 micrômetros de espessura) e depois resinadas para se unirem — isso será mais bem descrito no decorrer do texto.

Resumindo… A produção das fibras de carbono é dividida em quatro etapas indispensáveis: polimerização por pirólise (extração do carbono a partir do superaquecimento da poliacrilonitrila); ciclização (método de esticamento dos polímeros para o eixo da fibra); oxidação (extração do hidrogênio e adição do oxigênio); e adição de reagente (quando o epóxi será adicionado para a moldagem das placas de carbono).

Materiais possíveis

Como já dissemos, a pirólise de materiais ricos em carbono é a origem de polímeros dessa substância. Praticamente qualquer material orgânico pode ser utilizado para isso, mas a escolha é totalmente baseada na quantidade de carbono que existe em cada fonte. Em 1879, Thomas Edison conseguiu criar fibras a partir de algodão e bambu, mas hoje esse tipo de extração se tornou menos viável.

Anos depois, na década de 1950, Roger Bacon realizou um processo diferente e conseguiu resultados similares a partir de seda artificial Raiom. Mas foi apenas na década de 1960 que as empresas japonesas começaram a utilizar a poliacrilonitrila (PAN). Não demorou muito para que todo o mercado se voltasse a esse mesmo procedimento, que se mostra mais viável e barato em escala industrial.

Ainda existem outras fontes utilizadas ao redor do mundo, mas é preciso dizer que isso ocorre em escalas menores. Um exemplo disso é o carro Krestel, que foi produzido em 2010 e tem como base a fibra de carbono extraída a partir do cânhamo. Também há fibras produzidas a partir de algodão, linho e diversos outros materiais orgânicos.

A importância da cola

A fibra de carbono não seria nada sem a presença de uma cola tão resistente quanto ela. É claro que não podemos nos referir ao elemento de fixação como uma cola comum, mas sim como uma resina epóxi de alto desempenho. É ela que fará com que as chapas de fibra fiquem estabilizadas e aproximadas. Não é exagero dizer que, sem as resinas epóxi, fibras de carbono não teriam a resistência que permite a aplicação em tantos meios como acontece hoje.

Como o site ArsTechnica afirma: “A dureza e a leveza da fibra de carbono deriva de duas coisas. Primeiro estão os componentes que serão a base dos filamentos de carbono, aliados ao epóxi que moldará o elemento-base. A segunda coisa é a troca química entre dois elementos que fará com que o material se misture, permitindo que o epóxi seja realmente a sustentação de tudo”.

Compostos ou nada

Você não vai encontrar um produto no mercado que seja 100% carbono. As empresas utilizam o material em conjunto com outros elementos para que as fibras sejam aplicáveis em diversos processos. Isso é o que gera os materiais compostos reforçados por ligas plásticas ou metálicas, por exemplo.

Na indústria, uma das aplicações mais claras disso está no “Carbon Fiber Reinforced Plastic” (CFRP), que é utilizado em aviões e muitos outros bens de alto desempenho e que demandam durabilidade elevada. Este é outro momento em que se torna bem clara a importância vital dos epóxis de alta qualidade.

Por que usar?

Uma das principais vantagens que as fibras de carbono têm sobre o aço é a leveza do material. Sem o peso dos metais, as estruturas se tornam mais leves — facilitando o transporte e também reduzindo custos no caso da produção de veículos —, ao mesmo tempo que não ocorre a perda de resistência das ligas obtidas a partir da junção de fibras de carbono com epóxis e materiais plásticos.

No ramo da construção civil, o que torna os compostos carbonosos mais interessantes do que metais é a durabilidade. Por causa de sua estrutura não oxidável, a ação do tempo não confere corrosão aos materiais. Ou seja, ele pode ser mantido por muitos anos sem que ocorra qualquer dano por processos similares à “ferrugem”.

Usos e benefícios

Ligas baseadas em fibras de vidro são levadas para diversos mercados, sempre utilizadas para garantir leveza e resistência aos produtos em que são aplicadas. O CFRP utilizado em aviões é vital para que as aeronaves fiquem mais leves e economizem combustível, além de sofrer menos com a ação do tempo — o que aumenta a durabilidade.

Na Fórmula 1, carros criados com fibras de carbono atingem velocidades mais altas e protegem melhor os pilotos do que outras ligas. Indo para ambientes mais próximos de nós, as bicicletas “Carbon” vistas nas pistas profissionais conseguem oferecer desempenho sem igual — sendo também vistas nas corridas de estrada.

Ainda em relação aos esportes, é preciso dizer que a fibra de carbono pode ser vista em muitos locais diferentes. A empresa Zoltek afirma que a utilização do material pode ser vista em “tacos de golfe, raquetes de tênis, esquis, snowboards, tacos do hóquei e varas de pescar”. Isso sem falar da importância na indústria, em setores de pesquisa e desenvolvimento e também na construção civil.

Números concretos

Em 2012, um relatório publicado na Reinforced Plastics mostrou os usos da fibra de carbono em escala global. Na época, a maior utilização dos materiais era relacionada à produção das turbinas de vento para fins aeroespaciais e automobilísticos (23% do total). Em seguida, produtos para fins bélicos e construção aeronáutica somavam 18%, seguidos de perto por materiais esportivos (17%).

Outro caminho rentável é a produção de compostos e moldes diversos, algo que leva 12% de toda a fibra mundial. Apenas 6% da produção mundial são enviados para a construção civil, e a indústria automotiva também demanda a fibra de carbono e chega a 5% do uso total — lembrando que neste segmento a fibra de vidro é mais utilizada.

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Você já deve ter percebido claramente: fibras de carbono são de suma importância para a tecnologia. De todos os usos do material, qual é o que mais influencia sua vida? Será que as fibras de carbono serão ainda mais importantes no futuro?

 

Fonte: TecMundo

Acredite! Esse Karmann Ghia Conversível é inteirinho em fibra de vidro

Carroceria foi fabricada na década de 1980, no Rio. Apenas três haviam sido produzidas, quando um incêndio destruiu completamente a fábrica

Em meados dos anos 1980 Vicente Eustáquio dos Santos era proprietário de uma pequena fábrica de artefatos de fibra de vidro, no subúrbio carioca de Osvaldo Cruz. Começou produzindo acessórios para automóveis, como aerofólios e saias. Fabricava também parachoques envolventes para os VWs Gol, Voyage, Saveiro e Parati, que na época saiam de fábrica com os cromados de lâmina única.

Sua incursão no mundo das carrocerias completas começou com a fracassada tentativa de produzir uma versão modernizada do Karmann Ghia.
— Tentei fazer um Karmann Ghia que agradasse os filhos dos fãs do modelo, mas também eles preferiam a versão clássica — nos contou Vicente.

Depois veio o projeto de um esportivo que juntava os estilos do VW SP2 e Miura, em versão mais moderna, algo que também não foi adiante.

Na época, Vicente era proprietário de um Karmann Ghia Coupê e decidiu então partir para algo tradicional, usando o carro como molde para a fabricação das formas. Fabricou uma carroceria completa em fibra de vidro e a pôs em exposição no famoso Barra Shopping, na Barra da Tijuca. Mais uma vez as coisas não aconteceram como esperado. O Karmann Ghia Coupê não era raro e valorizado como hoje em dia. Assim, as encomendas não vieram. Era mais fácil comprar um carro original, pronto.

Os irmãos André (e) e Miguel Valente

O mesmo não acontecia com a versão Conversível do esportivo brasileiro. Sua produção foi limitadíssima — apenas 177 unidades — e àquela altura já eram bem caros e já estavam nas mãos dos colecionadores, tornando a compra bastante difícil. Bingo! Estava aí uma boa oportunidade de negócio. O empresário então pegou emprestado o Conversível de um amigo para fazer novos moldes. E a produção não tardou a começar.

— Procurei fazer uma carroceria de qualidade. A fibra de vidro foi bem reforçada, com três camadas. Para compensar a falta do teto, fiz o assoalho integrado ao restante do conjunto. Assim, evitava o excesso de torção — nos detalhou.

O primeiro carro foi vendido a um empresário do ramo de confecções. Ele recebeu o carro semi-pronto, com chassi, carroceria já pintada e interior. O segundo foi comprado por um militar da Aeronáutica. Esse recebeu apenas a carroceria e se encarregou ele mesmo de finalizar o carro. O terceiro carro foi vendido também semi-pronto a um psicólogo de Ipanema.

Os negócios iam bem, até que numa noite de 1987 Vicente foi acordado com a notícia de que sua fábrica estava pegando fogo. Ao chegar ao local não era possível fazer mais nada. Tudo estava destruído: maquinário, formas, carrocerias em produção e até seu Karmann Ghia original, que costumava ficar guardado ali.

Hoje Vicente é empresário do ramo de autopeças. Sua loja em Nova Iguaçu trabalha também no segmento de automóveis antigos e se chama Veusautos — cujas quatro primeiras letras fazem referência a seu nome: Vicente Eustáquio dos Santos.

E o ‘nosso’ Karmann Ghia?

Avancemos agora 19 anos no tempo. Em 2006 o restaurador André Valente passeava por Teresópolis, cidade da Região Serrana Fluminense, vizinha à Petrópolis, onde tem sua oficina especializada na restauração de foras-de-série — a AMV Restaurações — da qual já tivemos a oportunidade de falar. Ao passar por uma estrada vicinal, avistou em um posto de combustíveis um Karmann Ghia Conversível um tanto judiado com placa de “Vende-se”. Anotou o número de telefone e ao chegar em casa ligou para seu irmão Miguel, um fã de Karmann Ghias e esportivos em geral. Julgando tratar-se de um Coupê que teve o teto removido, colocaram dinheiro no bolso e partiram novamente para Teresópolis. Tinham à disposição um teto original que havia sido retirado de outro Karmann Ghia. Então, concluíram que não seria complicado trazer de volta a originalidade do carro a venda.

Impossível distinguir a réplica do original (vermelho)

Só quando chegaram ao posto e conversaram com o vendedor descobriram tratar-se de um misterioso Karmann Ghia com carroceria em fibra de vidro. O valor inicial era de R$ 10 mil e o negócio acabou sendo fechado por R$ 8 mil a vista.

Fizeram a viagem de volta rodando. Mas não foi fácil. O motor — todo pintado de dourado — estava muito fraquinho, tornando difícil vencer as subidas da Serra. A carroceria era até bem alinhada. Mas faltava muita coisa em termos de detalhes e acabamento. A capota parecia mais uma tenda improvisada. O interior teria que ser refeito por inteiro. O marcador de gasolina, por exemplo, ficava no lugar do rádio. E havia ainda uma espécie de console quadrado sobre o túnel do chassi, que tornava tudo muito estranho. Era o tal assoalho integrado em fibra de vidro que comentamos antes. Externamente, um pequeno detalhe denunciava que havia algo estranho: o ‘nariz’ de placa  — que nos KGs originais é aparafusado ao capô e com uma borracha de acabamento —, na réplica era unida à tampa, sem emenda.

Nos documentos, “Karmann Ghia 1970”, algo que a princípio deixou intrigados os irmãos Valente. Como podia uma réplica em fibra de vidro ser cadastrada no Detran como um carro original? Mas depois viu-se que a explicação era simples: lembra que o Vicente no contou que o carro era montado sobre chassi de Karmann Ghia original? Para o Detran é o que conta. No documento falta apenas a palavra ‘Conversível’.

Casa de ferreiro…

A restauração se deu de forma lenta. Precisamente, 12 anos. É que durante boa parte desse tempo, o carro ficou ‘hibernando’, à espera de uma oportunidade para dar prosseguimento ao trabalho. Afinal, a AMV tinha que priorizar as restaurações de seus clientes.

Um Conversível original serviu de modelo para a capota

Para tirar o molde da capota foi utilizado um Karmann Ghia Conversível original, emprestado do amigo e cliente Mário Marinho. O carro foi trazido de caminhão prancha da cidade de Paty do Alferes exclusivamente para essa finalidade. É aí que entra na história outro Vicente. O pai dos Irmãos Valente, já falecido, se encarregou de pacientemente tirar todas medidas e demais detalhes. A capota ficou perfeita, como a do carro original. Aliás, a réplica acabou ficando idêntica ao carro-modelo de Marinho, já que foi escolhida a mesma cor: a Branco Lotus de 1970.

O ‘nariz’ de placa denunciava a réplica

O carro ganhou um verdadeiro banho de loja. A carroceria foi retirada do chassi e este todo restaurado. Toda a carroceria foi realinhada e tratada antes da pintura. Optou-se por retirar o fundo integrado e usar um de metal, como no projeto original do carro. A decisão se mostrou acertada, pois o carro ficou com ótima dirigibilidade, mesmo em pisos de paralelepípedo. O tal ‘nariz’ de placa integrado também foi eliminado. Em seu lugar um original do Karmann Ghia. Aliás, é a única parte da carroceria que não é de fibra de vidro.

O assoalho em fibra de vidro parecia um console. O marcador de combustível ficava no centro do painel

Recebeu um motor 1600 totalmente novo, além de suspensão, escapamento, rodas e calotas. Parachoques originais, borrachas e outros detalhes de acabamento.

No interior novos bancos, volante, instrumentos do painel, tapeçaria e demais detalhes. A forração padrão ‘jacarandá’ do painel foi resgatada. Para tanto foi escolhido o sistema de adesivagem, com excelente resultado. Até rádio de época o Conversível tem agora.

E por onde andarão os outros dois Karmann Ghias fabricados por Vicente? Será que ainda existem?

 

Fonte: MAXI CAR

AS DIFERENÇAS ENTRE PINTURA SÓLIDA, METALIZADA E PEROLIZADA

Na hora de comprar um carro novo, quando a questão é a pintura, basta apenas escolher a cor, certo? Não é exatamente assim… A maior parte dos modelos disponíveis no mercado é oferecida com três tipos de pinturas, cada uma com custo e efeitos visuais distintos: pintura sólida (ou lisa), metálica ou perolizada. Compreenda, a seguir, as diferença entre elas.

Visual
Carro antigo laranja (Foto: divulgação)

As pinturas sólidas também são chamadas de cores lisas, que contém apenas pigmentos de cores. “Elas não apresentam partículas de efeito na sua composição e, por isso, são enxergadas da mesma maneira independente do ângulo de observação”, explica Ricardo Vettorazzi– gerente técnico do laboratório de repintura da PPG, fornecedora de várias fabricantes instaladas no Brasil.

Já as pinturas metálicas carregam partículas de alumínio em sua composição, que refletem a luz e causam o efeito brilhante nas cores. Este tipo apresentanda uma leve mudança de tonalidade quando se altera o ângulo de observação e da incidência da luz.

O diferencial da pintura perolizada, como o nome sugere, é a presença de partículas de pérola. Elas são responsáveis por causar o fenômeno da interferência, o interessante efeito da mudança de tonalidade ao se observar o veículo de ângulos diferentes. Além disso, enquanto os dois outros tipos de pintura são compostos por duas camadas (da pintura em si e do verniz protetor), a perolizada tem uma camada extra, aplicada entre as duas, de resina misturada com as partículas de pérola.

Custo
Carro roxo (Foto: divulgação)

A pintura sólida é normalmente oferecida sem custos adicionais na configuração básica dos modelos. Mas, atenção, há algumas marcas que cobram um valor adicional para determinadas cores sólidas. A Fiat, por exemplo, tem o Preto Volcano como cor base e acrescenta R$ 250 se o cliente optar pelas cores Vermelho Alpine ou Branco Banchisa, mesmo elas sendo sólidas.

A pintura metálica e a perolizada são oferecidas como opcionais..Os valores variam entre as marcas e, também, de acordo com o segmento do veículo. Mas a perolizada sempre é mais cara – ainda tomando o Fiat Mobi como exemplo, a pintura metálica acrescenta mais R$ 1.500, enquanto a perolizada custa R$ 1.700.

Durabilidade
Motocicleta (Foto: divulgação)

Embora o lado estético das tintas seja o que mais chama a atenção dos consumidores, a evolução mais notável diz respeito à durabilidade, independente se é sólida, metálica ou perolizada. Todas contam com a aplicação de uma camada de verniz que protege a pintura – e também a chapa metálica contra a corrosão.

“As tintas automotivas evoluíram muito em sua composição e ficaram extremamente resistentes à ação das intempéries do tempo, aos raios ultravioleta e até a fenômenos como a chuva ácida”, explica Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI BRASIL. Ele alerta que, no caso da repintura, o consumidor deve ficar atento à qualidade da tinta empregada no processo. “Tintas de terceira linha podem ser muito mais baratas, mas a durabilidade é bastante questionável.”

Conservação
carro vermelho (Foto: divulgação)

Para manter a pintura do carro daquele jeito que dá gosto de ver, não há nenhum cuidado específico para a pintura metalizada ou a perolizada. Segundo especialistas, valem as mesmas recomendações para os três tipos:

– Evite deixar o carro estacionado em locais descobertos. Sempre que possível, o veículo deve ficar em local protegido do sol, chuva, sereno e poluição.
– Lave sempre o veículo na sombra, utilizando shampoo de pH neutro.
– Não utilize querosene, solventes ou qualquer outro produto químico na lavagem do veículo. E, caso haja contato desse tipo de produto com a pintura (por exemplo, durante o processo de abastecimento), lave o local atingido imediatamente com água.
– Também lave com água, o mais rápido possível, locais atingidos por fezes de aves, seiva de árvores ou qualquer resina vegetal.
– Faça aplicação regular de cera automotiva e o polimento da carroceria, o que ajuda a preservar a superfície do verniz.
– Em regiões litorâneas, é preciso ter um cuidado especial para evitar o acúmulo de areia nas guarnições de borracha – o atrito pode desgastar o verniz e se transformar em uma porta de entrada para um processo de corrosão.

Repintura
Hot Wheels Volkswagen Beach Bomb (Foto: Divulgação)

Quando o assunto é reparação da pintura, a coisa muda um pouco de figura. “A principal diferença está na dificuldade para se chegar ao acerto da cor, de modo que a área reparada não fique com uma tonalidade diferente da pintura original”, explica Burin.

As cores lisas tem um processo simples e conhecido, que envolve a formulação da tinta, eventual acerto de tonalidade e a aplicação em si, com o número de demãos que varia de acordo com a cor. Nas cores metálicas, o nível de exigência em relação ao profissional que vai executar o serviço aumenta. “Além da formulação da cor e da correção dos desvios de tonalidade, o profissional precisa ser devidamente capacitado para que a área reparada não apresente manchas ou diferenças em relação à pintura original”, explica o especialista do CESVI.

Como já era de se esperar, a pintura perolizada é ainda mais trabalhosa. O motivo? a camada de resina com o efeito perolizado. “Dependendo do número de demãos dessa camada, a pintura pode clarear ou escurecer”, diz Burin. “Por isso, é essencial que o profissional realize testes e use plaquetas para comparar com a pintura original e saber quantas demãos devem ser aplicadas”, afirma.

 

Fonte: Revista Auto Esporte

Startup do Vale do Silício usa impressora 3D para fazer bicicleta de fibra de carbono

Após uma carreira que incluiu ajudar o Google a construir centrais de processamento de dados e a Amazon a entregar encomendas mais rápido aos clientes, Jim Miller está fazendo o que muitos executivos do Vale do Silício fazem depois de passarem por grandes empresas: andar de bicicleta.

Mas sua bicicleta é um pouco diferente. A Arevo, startup que conta com a empresa de investimentos da agência de espionagem dos Estados Unidos (CIA), da qual Miller assumiu o comando recentemente, tem produzido o que diz ser a primeira bicicleta de fibra de carbono do mundo que tem o quadro impresso em 3D.

A Arevo está usando a bicicleta para demonstrar sua tecnologia de impressão e software de design, que espera usar para produzir peças de bicicletas, aeronaves, veículos espaciais e outras aplicações em que os projetistas precisam de força e leveza da fibra de carbono, mas enfrentam o custo elevado de produção do material.

A Arevo levantou nesta quinta-feira (16) US$ 12,5 milhões em financiamento de risco de uma unidade das japonesas Asahi Glass e Sumitomo e da Leslie Ventures. Antes, a empresa tinha levantado US$ 7 milhões da Khosla Ventures, que também participou da rodada desta quinta-feira, e um valor não revelado da In-Q-Tel, empresa de investimentos apoiada pela CIA.

Bicicletas de fibra de carbono tradicionais são caras porque o material é produzido à mão por meio da adição intercalada de camadas de fibra e resina. O produto final então é colocado em um forno para derreter a resina e unir as camadas de fibra.

O processo quase não envolve participação humana, permitindo que a Arevo produzza quadros de bicicleta por US$ 300, mesmo no caro Vale do Silício.

“Estamos em linha com o que custa produzir um quadro na Ásia”, disse Miller. “Como o custo de trabalho é muito menor, podemos trazer de volta a produção dos compósitos.”

Miller afirmou que a Arevo está negociando com vários fabricantes de bicicletas, mas a companhia espera fornecer peças para a indústria aeroespacial. A tecnologia de impressão da Arevo pode ser montada em trilhos para a produção de peças maiores, o que evita a necessidade de grandes fornos para produzi-las pelo processo tradicional.

“Podemos imprimir o tamanho que quisermos, de fuselagem a asa de um avião”, disse Miller.

Fonte: G1

Do rústico ao colorido, 10 tendências para você colocar na sua casa

As principais apostas da temporada direto da Semana de Design de Milão 2018, a design week mais importante do planeta

Milão vem nostálgica em 2018. Continua a bater na mesma tecla do ano passado, de casas aconchegantes e que sirvam de refúgio para a correria do dia a dia, mas avança na estética. O principal evento de design do planeta deixa a linguagem racionalista e o minimalismo para trás de forma definitiva.

O que se viu foi uma boa dose de elementos retrô que voltam à vida para despertar mais emoções e sensações. Para ser aquele toque mágico que pode iluminar o dia. Como costumavam ser as casas das vovós. Dez macrotendências são evidentes entre os lançamentos anunciados no Salão Internacional do Móvel de Milão e nas mostras paralelas que borbulham pelos principais distritos de design da cidade. Veja nossas apostas! Para ver as imagens em um tamanho maior, é só clicar sobre elas.

Fotos: Divulgação

Revival do retrô

As características típicas do mid-century (1930-1960) dominaram os lançamentos deste ano. Linhas sinuosas, detalhes art déco, pés palito, detalhes pretos e dourados, mesas de espessuras finas e linhas minimalistas para deixar outras peças roubarem a cena. Estampas que beiram o kitsch sem medo de ser feliz, revestimentos que lembram ou imitam o icônico granilite, ambientações cenográficas que remetem às casas das avós.

É tempo das curvas

As formas arredondadas se consolidaram e dão o tom do design de mobiliário. Poltronas e sofás que abraçam com a gentileza das linhas sinuosas, móveis torneados e tubulares, que inspiram tranquilidade e plenitude. É a bossa das formas orgânicas (encontradas na natureza) que tanto nos fascina.

Volta do estilo Memphis

O movimento italiano que nasceu em Milão em 1981 e conquistou o mundo volta ao holofote. Conhecido por libertar o design das amarras da funcionalidade, conferindo alma aos objetos com muitas formas geométricas, assimetria, tons vibrantes e combinação incomum de cores, o estilo reaparece em novas interpretações.

Madeira cativa

A madeira nunca perde seu lugar cativo no panteão da decoração. Aparece de todo jeito, com todo tipo de acabamento, clara ou escura, sozinha ou misturada com outros materiais, como metal, pedra, plástico ou resina. Aquece os espaços e traz aconchego. Este ano especialmente aparece em formas cilíndricas. Até mesmo a italiana Kartell, mundialmente conhecida por suas criações em plástico, rompeu com sua tradição e anunciou os primeiros produtos de madeira, como solução para um mundo mais sustentável.

Reedições de grandes mestres

Na toada do retrô, muitas marcas trouxeram reedições de peças icônicas assinada por grandes mestres da arquitetura e do design. A prática apareceu como um tsunami entre as gigantes do design. A Cassina criou até uma edição limitada de um estúdio multiuso que Le Corbusier criou para o arquiteto brasileiro Lúcio Costa.

Animal e fantástico

A presença de animais no design se fez ainda mais expressiva. Diversas marcas apostam nos bichos e na vibe tropical para despertar a surpresa e o encanto na decoração, de vasos a luminárias, de cooktops a papéis de parede. Em paralelo, outras empresas optaram por levar o “fantástico” para dentro de casa, por criar peças superautorais que favoreçam ambientes mais lúdicos com um quê de surreal.

Cores da terra

Com exceção de algumas intervenções pontuais de cores mais vivas e de marcas conhecidas por seu DNA
vibrante, Milão apareceu mais sóbria este ano. Os tons terrosos reinaram sozinhos. Vermelho terracota, um amarelo mais fechado, azul mais profundo, verde floresta, marrom e tom quente de bege.

Beleza da imperfeição

O mundo do design abraçou a antiga filosofia japonesa do Wabi-Sabi que busca encontrar beleza na imperfeição e impermanência. O que traz ainda mais autenticidade às peças, mesmo que isso signifique estar um pouco “fora de linha”. São imperfeições aparentes, principalmente das resinas com outros componentes, como materiais orgânicos, a exemplo do açafrão, além do uso de madeiras e cerâmicas e da aposta nas assimetrias.

Peças modulares para espaços pequenos e multiuso

Os espaços pequenos já são uma realidade. E para acompanhar o fenômeno urbano de residências compactas, as soluções modulares são o pulo-do-gato. São peças que podem tomar qualquer escala e assumir diferentes funções, levando ainda mais dinamismo para os espaços sociais.

Tramas artesanais

As peças trazem resgate de técnicas artesanais principalmente por meio dos trançados handmade. Dos tradicionais rattan, palha e lã, até de plástico, corda naval e fibra sintética, em todos os tamanhos, aumentando o ornamento e a textura dos objetos.

 

Fonte: Gazeta do Povo

A canoa solar na Amazônia que ajuda comunidades a navegar sem gasolina pela selva

Com seu barco, os achuar, no Equador, viram incremento de alunos na escola; de custo baixo, invento evita poluição e desmatamento.

 

Sob a pálida luz de uma lâmpada que pendura do teto de um abrigo de madeira, um círculo de homens bebe litros e litros de uma infusão de folhas preparada na noite anterior pelas mulheres da casa.

São quatro da manhã e ainda falta um par de horas para que amanheça em Kapawi, uma pequena comunidade indígena achuar em um canto remoto da Amazônia equatoriana.

Os homens bebem e bebem até que o corpo lhes diz que basta. E, um a um, desaparecem na escuridão desta noite sem lua para esvaziar o conteúdo de seus estômagos com ruidosos vômitos.

 Hilario Saant foi um dos quatro tripulantes que trouxeram a canoa do porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Foi uma viagem por 1.800 km do rio que demorou 25 dias (Foto: BBC) Hilario Saant foi um dos quatro tripulantes que trouxeram a canoa do porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Foi uma viagem por 1.800 km do rio que demorou 25 dias (Foto: BBC)

Hilario Saant foi um dos quatro tripulantes que trouxeram a canoa do porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar. Foi uma viagem por 1.800 km do rio que demorou 25 dias (Foto: BBC)

Na volta, mais acordados e energizados pela limpeza, começam a relatar e interpretar os sonhos da véspera. O mundo onírico tem um papel central na vida dos achuar: não só guia suas ações do dia, mas também seus planos a longo prazo, o futuro da comunidade.

E foi justamente em uma dessas cerimônias, um ritual ancestral conhecido como “guayusada”, que os anciãos vêm compartilham, há mais de meio século, um sonho que acabou sendo premonitório: pelas águas marrons do rio, viram descer “um barco de fogo”.

Mito ou história genuína, o certo é que essa visão se transformou recentemente em uma realidade para um grupo de comunidades achuar.

Desde abril de 2017, uma canoa alimentada por energia solar percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza e liga cerca de mil pessoas divididas em nove assentamentos isolados que vivem em suas margens.

 Para os mais pequenos, viajar na canoa é um acontecimento especial (Foto: BBC) Para os mais pequenos, viajar na canoa é um acontecimento especial (Foto: BBC)

Para os mais pequenos, viajar na canoa é um acontecimento especial (Foto: BBC)

“Meus pais, meus avós sonharam com isso. O sonho é uma mensagem. Os achuar conhecem pelos sonhos. O sonho não é mentira, é a verdade”, diz Hilario Saant, um ancião de Kapawi.

A canoa se chama Tapiatpia em homenagem a um lendário peixe-elétrico da área, e é o primeiro sistema fluvial comunitário solar da Amazônia.

Esse modelo de transporte sustentável que percorre o território por suas rotas ancestrais, os rios, não só materializa um antigo sonho: também responde ao desejo profundo dessa cultura de viver em harmonia com o meio ambiente.

O projeto ainda está em sua etapa inicial. Mas se for bem-sucedido, tem o potencial de ser implementado em outros rios da bacia amazônica, um ecossistema ameaçado pelo desmatamento e pela exploração petroleira e de cujo futuro o clima do planeta depende.

 Há uma década, Utne trabalha desenvolvendo o projeto da canoa solar (Foto: BBC) Há uma década, Utne trabalha desenvolvendo o projeto da canoa solar (Foto: BBC)

Há uma década, Utne trabalha desenvolvendo o projeto da canoa solar (Foto: BBC)

Tecnologia de ponta, desenho ancestral

“A canoa solar é uma solução ideal para esse lugar porque aqui não há rede de rios navegáveis, interconectados e há uma grande necessidade de transporte alternativo”, explica à BBC Mundo Oliver Utne, o americano que deu vida ao projeto Kara Solar (Kara significa “sonho” em achuar), depois de conviver com a comunidade durante anos.

“Como a gasolina só pode chegar aqui por avião, custa cinco vezes mais que no resto do país”, explica. É um luxo que não se podem dar.

“Por outro lado, a ameaça de chegada de estradas a esse território, um dos lugares com maior biodiversidade do mundo, está muito presente.”

“Trazê-las até aqui significaria a destruição dessa biodiversidade e produziria um impacto muito forte nessas culturas”, argumenta o jovem de pouco mais de 30 anos, cabelos loiros e olhos azuis que os achuar tratam como mais um da família.

 Por causa da canoa, as crianças podem ir ao centro de saúde quando estão doentes (Foto: BBC) Por causa da canoa, as crianças podem ir ao centro de saúde quando estão doentes (Foto: BBC)

Por causa da canoa, as crianças podem ir ao centro de saúde quando estão doentes (Foto: BBC)

Com um teto de 32 painéis solares sobre uma canoa tradicional de 16 metros de comprimento e dois de largura, Tapiatpia encarna a fusão da tecnologia moderna com o conhecimento ancestral.

Feita com fibra de vidro em vez de madeira para estender sua vida útil, a canoa tomou emprestado o desenho de embarcação típica dos indígenas cofanes do norte do Equador. Depois de vários estudos de navegabilidade, foi o modelo que melhor se adaptou às condições amazônicas.

 Desde que a viagem ficou mais barata (a viagem custa US$1, mas os estudantes pagam um preço mais barato), há mais alunos inscritos na escola (Foto: BBC) Desde que a viagem ficou mais barata (a viagem custa US$1, mas os estudantes pagam um preço mais barato), há mais alunos inscritos na escola (Foto: BBC)

Desde que a viagem ficou mais barata (a viagem custa US$1, mas os estudantes pagam um preço mais barato), há mais alunos inscritos na escola (Foto: BBC)

As rotas, os horários, o porto central e outros assuntos relativos a seu funcionamento foram decididos pelas próprias comunidades com ajuda da “Plan Junto”, uma organização que se encarrega do aspecto comunitário do empreendimento.

“De nada serve o barco se não houver um grupo de gente pensando em como usá-lo e como aproveitá-lo”, explica Celia Salazar, gerente de operações de campo de Plan Junto.

Mais alunos nas classes

De pé na popa do Tapiaptia, com os olhos direcionados à rota, Saant me conta orgulhoso como pouco a pouco a canoa está mudando a vida da comunidade.

 Os jovens Achuar querem aproveitar novas tecnologias, mas sem destruir seu território (Foto: BBC) Os jovens Achuar querem aproveitar novas tecnologias, mas sem destruir seu território (Foto: BBC)

Os jovens Achuar querem aproveitar novas tecnologias, mas sem destruir seu território (Foto: BBC)

“Estamos ajudando a comunidade quando há crianças doentes. Me chamam por rádio e levamos as crianças ao centro de saúde. Tapiaptia ajuda a salvar vidas”, me diz, emocionado.

É que sua relação com o barco se remonta aos dias em que era só uma ideia. Além disso, ele foi um dos quatro tripulantes que fizeram a viagem épica de 1,8 km durante 25 dias para trazer a canoa do longínquo porto de Iquitos, no Peru, até o território achuar.

Sem deixar de olhar para frente, indica com sinais a rota ao capitão sentado na parte traseira da embarcação. “Agora as crianças podem fazer passeios escolares”, continua. “E, se moram longe, podem ir à escola e voltar no fim de semana e ajudar seus pais.”

Mateo Tseremp é testemunha disso. Professor da única escola secundária para 15 comunidades da área, viu um incremento no número de alunos.

 Da canoa, Hilário Saant pode ver os animais que se escondem na selva (Foto: BBC) Da canoa, Hilário Saant pode ver os animais que se escondem na selva (Foto: BBC)

Da canoa, Hilário Saant pode ver os animais que se escondem na selva (Foto: BBC)

“Nos ajuda a trazer mais estudantes à unidade educativa Tuna. É muito mais econômico”, me diz durante uma pausa depois da aula.

A canoa também ajuda os jovens a praticar esporte. Além disso, diz Sant, “na canoa podemos conversar”. O ruído de um motor elétrico é quase um sussurro comparado com o ensurdecedor ruído do barco típico da Amazônia que funciona a gasolina. Outro ponto a favor: como o barco é silencioso, não espanta os animais – em um das viagens, a reportagem viu um boto-cor-de-rosa a poucos metros do barco.

 Todas as decisões sobre a canoa e seus usos se discutem em uma assembleia comunitária (Foto: BBC) Todas as decisões sobre a canoa e seus usos se discutem em uma assembleia comunitária (Foto: BBC)

Todas as decisões sobre a canoa e seus usos se discutem em uma assembleia comunitária (Foto: BBC)

Contra as estradas

Mais além das vantagens econômicas de um transporte de custo baixo para essas comunidades que vivem principalmente da caça, a agricultura de subsistência e a pesca, um benefício que eles consideram crucial é que não destrói nem polui o meio ambiente.

“Queremos que as crianças conheçam a mesma selva que eu conheço”, diz Saant com firmeza. A ameaça dos caminhos que vêm da indústria petroleira e madeireira, contudo, está cada vez mais próxima.

 Canelos quer desenvolvimento, mas sem estradas em seu território (Foto: BBC) Canelos quer desenvolvimento, mas sem estradas em seu território (Foto: BBC)

Canelos quer desenvolvimento, mas sem estradas em seu território (Foto: BBC)

Em janeiro desse ano, por exemplo, o governo começou a perfurar a primeira de uma centena de poços petroleiros dentro do Parque Nacional Yasuní, no nordeste do país, em plena Amazônia equatoriana. Essa área abriga nacionalidades indígenas que vivem em isolamento voluntário.

Impacto

Mas que impacto pode ter um projeto tão pequeno como esse na luta global contra a mudança climática?

 Cada comunidade tem uma pista de terra para permitir a chegada de aviões -é a única via de acesso (Foto: BBC) Cada comunidade tem uma pista de terra para permitir a chegada de aviões -é a única via de acesso (Foto: BBC)

Cada comunidade tem uma pista de terra para permitir a chegada de aviões -é a única via de acesso (Foto: BBC)

Na Amazônia, uma região que perdeu cerca de 17% de seus bosques nos últimos 50 anos, segundo o Fundo Mundial para a Natureza, e em que o desmatamento continua crescendo a um ritmo alarmente, o que pode fazer uma pequena canoa?

E mesmo se se multiplicarem, que impacto real podem ter duas, três, dez canoas solares diante do avanço incessante da mineração e da indústria madeireira e petroleira?

 A canoa foi batizada de Tapiatpia, em homenagem a um peixe-elétrico lendário da região (Foto: BBC) A canoa foi batizada de Tapiatpia, em homenagem a um peixe-elétrico lendário da região (Foto: BBC)

A canoa foi batizada de Tapiatpia, em homenagem a um peixe-elétrico lendário da região (Foto: BBC)

Para Utne, “a ideia fundamental é que se possa servir como exemplo de um projeto que funciona para uma economia amazônica”.

“E, se não, ao menos pode ter impacto na vida das pessoas daqui”, diz, com humildade.

*Kara Solar é um projeto conjunto dos achuar, a Fundação ALDEA (sigla em espanhol para Associação Latino-americana para o Desenvolvimento Alternativo) e Plan Junto. Esta série da BBC foi produzida com financiamento da Fundação Skoll.

Fonte: G1